sábado, 16 de abril de 2005

O mar por estrada

A poucas horas de apanhar o quinto avião em menos de duas semanas, lembrei-me das palavras que eu própria escrevi noutro blog, em jeito de comentário a um post do autor do Foguetabraze. «Estar sempre de partida ou de chegada é um dialecto que os açorianos cosmopolitas conhecem melhor do que ninguém. É o preço que todos temos de pagar por não conseguirmos ficar presos num só pedaço de terra. Ter o mar por estrada (como escreveu o Carlos noutro blog), dá-nos a obrigação de o percorrer. Nos dois sentidos!» Foi há mais de dois meses que as alinhavei, mas bem podia ter sido hoje. Mais uma vez, estou de saco às costas, a caminho do aeroporto. Qualquer dia, já nem preciso mostrar o BI às meninas do Check-in. A verdade é que o meu conta-quilómetros terá sempre lugar para umas milhas extra. Afinal, partir é o primeiro passo para chegar. Seja aonde for esse lugar a que a viagem me conduz.

7 comentários:

carlos disse...

Não podia estar mais de acordo, elBravinha. Estas ilhas são lindas, mas uma das paisagens mais bonitas é sem dúvida a do aeroporto.

Caiê disse...

Miga... Como já te disse, os condicionalismos da insularidade não perdoam. Esse é um deles! O avião torna-se um companheiro...

Viuva Negra disse...

Aeroporto tem uma coisa boa, sinal de partida...

RD disse...

Sempre que estou a sobrevoar o Faial dá-me um aperto no estômago, quando chego ou quando parto. Acho que é um mal necessário, serve para darmos valor a casa.
Amiga, agora só casada não é? Até breve. :)
Beijos.

Caiê disse...

Wow, é verdade! A elbravinha vai casar!;)
L., se não a tratares bem, a gente conta-te uma história!:) eh eh eh! O que vale é que és bom rapazim. :) :)

João Pacheco de Melo disse...

Adoro partir; mas nada como a sensação do regresso!

Não sei porquê, mas a primeira coisa que faço - seja dia ou noite, com chuva ou sol, vento, e mesmo frio - quando, já fora do avião, sinto o primeiro contacto deste nosso ar húmido, é respirar fundo duas ou três vezes. É como se os meus plumões estivessem carentes dos habituais 90% de humidade a que já devem estar adaptados.

RD disse...

Somos uns apegados à nossa terrinha não é JPM? A gente é que se entende amigo.