sexta-feira, 4 de maio de 2007
Volta Caiê!
Ainda não estou em mim! Fui dar uma espreita ao Mundo da Gata Preta e fiquei a olhar como parva para o letreiro com a palavra FIM. Será que vais mesmo privar-nos desse mundo felino, onde a realidade se confunde com a ficção? Espero que seja só um desabafo. Afinal, fins há muitos. E geralmente são apenas o princípio de outra coisa qualquer. Fico, portanto, à espera dessa qualquer outra coisa. Até já!
«Apagar o passado é desprezar o futuro»
«Algo vai mal na imprensa faialense. Muito mal mesmo, a ver pelos sucessivos encerramentos dos seus periódicos. Depois do centenário jornal “O Telégrafo”, foi agora a vez de “O Correio da Horta”, que imprimiu a sua última edição há pouco mais de um mês. Depois de décadas a disputarem os mesmos leitores, os dois históricos diários faialenses não resistiram ao raiar do novo século. Sinais da idade? Ou dos tempos?
O matutino “O Telégrafo” morreu com mais de 100 anos. Se fosse uma pessoa, poder-se-ia dizer que era uma bela idade para morrer. Mas sendo um jornal, é no mínimo preocupante pensar que se deixou morrer um título que durou mais de um século.
Já “O Correio da Horta” – o último vespertino que se publicava em Portugal – morreu aos 76 anos. É certo que ultrapassou a esperança de vida mínima em Portugal, mas podia ter tido muito mais anos pela frente.
Apesar da idade avançada, não podemos dizer que estes jornais pereceram de morte natural. Diz-se que a doença há muito os minava. À boca pequena, sempre ouvi falar que sofriam de “cancro” – de origem financeira, não operável. Mas será que este “cancro” não era tratável? Custa-me a crer na ausência de tratamentos fiáveis, ainda que algo dolorosos ou prolongados.
Em ambos os casos, alegou-se falência. Palavra forte, pesada, que geralmente implica encerramento imediato e sem retorno. Mas o que estará por detrás destas falências? A pergunta é minha, mas podia ser de qualquer faialense. Muito já a terão mesmo formulado, ainda que à boca pequena, na intimidade das suas casas ou por entre as mesas do café.
O que estará por detrás dessas falências, perguntava eu. Dívidas acumuladas? Má gestão? Fraca qualidade dos produtos? Falta de publicidade? Ausência de leitores? Excessso de concorrência? Falta de interesse da sociedade local?
Qualquer uma destas justificações seria suficiente para justificar o fecho de um jornal. Especialmente se uma delas se conjugar com outra, tão ou mais forte do que a primeira. Afinal, um jornal pode ter dívidas acumuladas porque houve falta de publicidade e má gestão. Ou porque houve excesso de concorrência e o produto não tinha qualidade suficiente. Ou porque havia má gestão e falta de leitores. Ou simplesmente porque a sociedade local não estava minimamente interessada em lê-lo.
Qualquer uma das combinações que enumerei é verosímil. Algumas podiam até ter justificado o encerramento de ambos os jornais há muitos anos. Então, porquê agora?
O fechar de um ciclo político podia ser a resposta, mas já muitos ciclos políticos se fecharam ao longo das últimas décadas e os dois jornais continuaram a existir. Podia dizer-se que a Igreja – proprietária de “O Correio da Horta” – perdeu poder, mas há muito que as igrejas açorianas se têm vindo a esvaziar e nem por isso o clero deixou de pregar a sua fé. Também podíamos pensar que as entidades locais deixaram de se preocupar com a sua terra, embora nunca o nível de preocupação (ainda que aparente) tenha sido tão alto. Resta então perguntar: o que falhou? A resposta podia ser simples. Podia, mas não é.
Tenho a certeza de que a sociedade faialense se preocupa mais do que nunca - com os seus filhos, com os seus negócios, com as suas propriedades, com a sua saúde, com o seu corpo, com a sua imagem. Preocupa-se tanto que se esqueceu do essencial: o futuro.
O encerramento dos jornais “O Telégrafo” e “O Correio da Horta” veio provar que os faialenses não dão importância à sua história. Como se nada fosse, deixaram morrer os jornais que ajudaram a construir a sua própria identidade. Desconfio mesmo que tenham dado a última machadada.
Dizem que o tempo se encarrega de tudo, mas não sei se a imprensa faialense recuperará sem mazelas destas duas mortes. O futuro foi desprezado por quem esqueceu o peso da história. E quem deixa apagar o passado é capaz de tudo.»
Lídia Bulcão, in Tribuna das Ilhas de 30-03-2007
O matutino “O Telégrafo” morreu com mais de 100 anos. Se fosse uma pessoa, poder-se-ia dizer que era uma bela idade para morrer. Mas sendo um jornal, é no mínimo preocupante pensar que se deixou morrer um título que durou mais de um século.
Já “O Correio da Horta” – o último vespertino que se publicava em Portugal – morreu aos 76 anos. É certo que ultrapassou a esperança de vida mínima em Portugal, mas podia ter tido muito mais anos pela frente.
Apesar da idade avançada, não podemos dizer que estes jornais pereceram de morte natural. Diz-se que a doença há muito os minava. À boca pequena, sempre ouvi falar que sofriam de “cancro” – de origem financeira, não operável. Mas será que este “cancro” não era tratável? Custa-me a crer na ausência de tratamentos fiáveis, ainda que algo dolorosos ou prolongados.
Em ambos os casos, alegou-se falência. Palavra forte, pesada, que geralmente implica encerramento imediato e sem retorno. Mas o que estará por detrás destas falências? A pergunta é minha, mas podia ser de qualquer faialense. Muito já a terão mesmo formulado, ainda que à boca pequena, na intimidade das suas casas ou por entre as mesas do café.
O que estará por detrás dessas falências, perguntava eu. Dívidas acumuladas? Má gestão? Fraca qualidade dos produtos? Falta de publicidade? Ausência de leitores? Excessso de concorrência? Falta de interesse da sociedade local?
Qualquer uma destas justificações seria suficiente para justificar o fecho de um jornal. Especialmente se uma delas se conjugar com outra, tão ou mais forte do que a primeira. Afinal, um jornal pode ter dívidas acumuladas porque houve falta de publicidade e má gestão. Ou porque houve excesso de concorrência e o produto não tinha qualidade suficiente. Ou porque havia má gestão e falta de leitores. Ou simplesmente porque a sociedade local não estava minimamente interessada em lê-lo.
Qualquer uma das combinações que enumerei é verosímil. Algumas podiam até ter justificado o encerramento de ambos os jornais há muitos anos. Então, porquê agora?
O fechar de um ciclo político podia ser a resposta, mas já muitos ciclos políticos se fecharam ao longo das últimas décadas e os dois jornais continuaram a existir. Podia dizer-se que a Igreja – proprietária de “O Correio da Horta” – perdeu poder, mas há muito que as igrejas açorianas se têm vindo a esvaziar e nem por isso o clero deixou de pregar a sua fé. Também podíamos pensar que as entidades locais deixaram de se preocupar com a sua terra, embora nunca o nível de preocupação (ainda que aparente) tenha sido tão alto. Resta então perguntar: o que falhou? A resposta podia ser simples. Podia, mas não é.
Tenho a certeza de que a sociedade faialense se preocupa mais do que nunca - com os seus filhos, com os seus negócios, com as suas propriedades, com a sua saúde, com o seu corpo, com a sua imagem. Preocupa-se tanto que se esqueceu do essencial: o futuro.
O encerramento dos jornais “O Telégrafo” e “O Correio da Horta” veio provar que os faialenses não dão importância à sua história. Como se nada fosse, deixaram morrer os jornais que ajudaram a construir a sua própria identidade. Desconfio mesmo que tenham dado a última machadada.
Dizem que o tempo se encarrega de tudo, mas não sei se a imprensa faialense recuperará sem mazelas destas duas mortes. O futuro foi desprezado por quem esqueceu o peso da história. E quem deixa apagar o passado é capaz de tudo.»
Lídia Bulcão, in Tribuna das Ilhas de 30-03-2007
domingo, 25 de março de 2007
Movimentos sem fé
"Viajamos para o que podíamos ser. Talvez já não chegue para a fé mas ainda não chega para uma bala. A grande fé é imóvel, é o próprio movimento, eis tudo. São os infiéis que inventam o movimento."
Alexandra Lucas Coelho, in Público de 23/03/2007
Alexandra Lucas Coelho, in Público de 23/03/2007
quinta-feira, 22 de março de 2007
New Blogger só chateia
Por ser novo, devia facilitar o trabalho dos bloggers. Mas, ao invés disso, o New Blogger só nos chateia a cabeça e complica as coisas simples. Para já, gostava de saber o que é que o New Blogger tem contra acentos, aspas, cedilhas e outros que tais?
(E não vale dizer que a culpa é do alfabeto português, que usa muitas coisas estranhas ao básico inglês)
(E não vale dizer que a culpa é do alfabeto português, que usa muitas coisas estranhas ao básico inglês)
sexta-feira, 16 de março de 2007
«The Mommy Test»
«I was out walking with my 4 year old daughter. She picked up something off the ground and started to put it in her mouth. I took the item away from herand I asked her not to do that. "Why?" my daughter asked. "Because it'sbeen on the ground, you don't know where it's been, it's dirty and probably has germs" I replied.
At this point, my daughter looked at me with total admiration and asked,"Mommy, how do you know all this stuff? You are so smart."
I was thinking quickly. "All moms know this stuff. It's on the Mommy Test. You have to know it, or they don't let you be a Mommy." We walked along in silence for 2 or 3 minutes, but she was evidently pondering this newinformation.
"OH...I get it!" she beamed, "So if you don't pass the test you have to be the daddy."
"Exactly" I replied back with a big smile on my face.»
PS - Este texto chegou-me via email, mas acho que merece ser postado para outras bravas lerem e sorrirem, eheh!
At this point, my daughter looked at me with total admiration and asked,"Mommy, how do you know all this stuff? You are so smart."
I was thinking quickly. "All moms know this stuff. It's on the Mommy Test. You have to know it, or they don't let you be a Mommy." We walked along in silence for 2 or 3 minutes, but she was evidently pondering this newinformation.
"OH...I get it!" she beamed, "So if you don't pass the test you have to be the daddy."
"Exactly" I replied back with a big smile on my face.»
PS - Este texto chegou-me via email, mas acho que merece ser postado para outras bravas lerem e sorrirem, eheh!
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Revista "CAIS" dedicada aos Açores
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
Com os pés na vida II

Olho para as imagens de Amillia e arrepio-me. Com a sua pequenez, com a sua fragilidade, com a sua resistência, com o seu sofrimento. E pergunto-me o que teria sido da campanha ao aborto se esta história tivesse sido divulgada antes do referendo
do último dia 11 de Fevereiro. Ainda bem que não foi! Não quero nem imaginar as coisas que se teriam dito dos dois lados da campanha. Há histórias que por si dizem tudo. Tal como esta imagem.
Com os pés na vida

Estes podiam ser os pés de uma boneca Barbie ou Tucha. Podiam ser, mas não são. São os pés de Amillia, nascida com 22 semanas de gestação e 284grs. É a bebé mais prematura de sempre e, contra todos os prognósticos, sobreviveu. Quatro meses depois, tem quase dois quilos e 66 cm de comprimento. A saúde estabilizou e está para ter alta do Hospital Baptista para Crianças de Miami. Ainda assim, a sua vida é um milagre da ciência e da resistência humana. Resta saber se este milagre terá um final feliz...
Arqueólogos portugueses em Stonehenge
A edição de hoje do jornal PÚBLICO chama-lhes «Os nossos agentes em Stonehenge». Refere-se aos quatro arqueólogos portugueses que estavam em Stonehenge no momento em que foram descobertas as casas onde terão vivido os construtores do monumento megalítico mais famoso do Mundo.
«Num minuto, estavam a escavar em Castanheiro do Vento, Foz Côa; no minuto seguinte, estavam a escavar em Durrington Walls, Stonehenge. É normal haver saltos destes, quânticos, quanto se trabalha em Arqueologia, mas este continua a parecer paranormal: o que faziam quatro arqueólogos portugueses em Durrington Walls, a quatro quilómetros de Stonehenge mas a 1630 quilómetros de casa, quando se descobriram as cabanas onde terão vivido os construtores do monumento megalítico mais famoso do Mundo? O mesmo que fazem há nove anos em Castanheiro do Vento. Com esta diferença: dez dias em Stonehenge valem mais (de repente, eles estão nos jornais e ainda nao perceberam porquê).»
Ana Margarida Vale, Bárbara Carvalho, Gonçalo Leite Velho e João Muralha são os quatro de quem se fala no artigo do PÚBLICO, assinado pela jornalista Inês Nadais. Os quatro de quem ainda se vai ouvir falar muito mais, digo eu. Não só porque «toda a gente quer saber o que fizeram no Verão passado», como escreve a jornalista do PÚBLICO, mas sobretudo porque estas estranhas coincidências parecem ser muito mais do que fruto do acaso. É certo que há descobertas que falam por si. Mas, por norma, a sorte só ajuda a quem muito e bem trabalha!
«Num minuto, estavam a escavar em Castanheiro do Vento, Foz Côa; no minuto seguinte, estavam a escavar em Durrington Walls, Stonehenge. É normal haver saltos destes, quânticos, quanto se trabalha em Arqueologia, mas este continua a parecer paranormal: o que faziam quatro arqueólogos portugueses em Durrington Walls, a quatro quilómetros de Stonehenge mas a 1630 quilómetros de casa, quando se descobriram as cabanas onde terão vivido os construtores do monumento megalítico mais famoso do Mundo? O mesmo que fazem há nove anos em Castanheiro do Vento. Com esta diferença: dez dias em Stonehenge valem mais (de repente, eles estão nos jornais e ainda nao perceberam porquê).»
Ana Margarida Vale, Bárbara Carvalho, Gonçalo Leite Velho e João Muralha são os quatro de quem se fala no artigo do PÚBLICO, assinado pela jornalista Inês Nadais. Os quatro de quem ainda se vai ouvir falar muito mais, digo eu. Não só porque «toda a gente quer saber o que fizeram no Verão passado», como escreve a jornalista do PÚBLICO, mas sobretudo porque estas estranhas coincidências parecem ser muito mais do que fruto do acaso. É certo que há descobertas que falam por si. Mas, por norma, a sorte só ajuda a quem muito e bem trabalha!
sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
O poder do Marketing e o efeito da publicidade II
Outro caso recente é o da guerra entre os semanários aquando do lançamento do novo jornal "Sol". O semanário estreante tinha que provar o que valia e lançou-se com força na publicidade, divulgando o seu produto nos media e em Outdoors, mas sem brindes. Já o "Expresso", apesar de ter créditos reconhecidos por todos, não ficou a dormir à sombra da bananeira, e avançou com a oferta de filmes grátis.
Escusado será dizer que os filmes é que ganharam a primeira batalha. Naquelas oito semanas ninguém foi comprar o "Expresso" pela qualidade do produto, nem tão pouco por já ser leitor fidelizado. Comprar o jornal naqueles sábados foi tarefa para madrugadores, porque por volta das 9h30 o jornal estava esgotado na maior parte das bancas do país.
Com os seus objectivos cumpridos, o dinossauro "Expresso" acabou ainda por dar uma mãozinha ao novo "Sol", porque os leitores fiéis que chegaram mais tarde às bancas acabaram por comprar o novo semanário porque o seu já tinha desaparecido. Se trocaram de vez ou não, isso só o futuro dos números o dirá. Mas, para já, o marketing venceu a publicidade.
Escusado será dizer que os filmes é que ganharam a primeira batalha. Naquelas oito semanas ninguém foi comprar o "Expresso" pela qualidade do produto, nem tão pouco por já ser leitor fidelizado. Comprar o jornal naqueles sábados foi tarefa para madrugadores, porque por volta das 9h30 o jornal estava esgotado na maior parte das bancas do país.
Com os seus objectivos cumpridos, o dinossauro "Expresso" acabou ainda por dar uma mãozinha ao novo "Sol", porque os leitores fiéis que chegaram mais tarde às bancas acabaram por comprar o novo semanário porque o seu já tinha desaparecido. Se trocaram de vez ou não, isso só o futuro dos números o dirá. Mas, para já, o marketing venceu a publicidade.
O poder do marketing e o efeito da publicidade
O que define o sucesso hoje, infelizmente, não é a qualidade. Custa dizer, mas é a verdade. Um produto menos bom poderá ter muito mais sucesso que um produto excelente. Basta que seja acompanhado de uma excelente campanha de marketing e publicidade.
O marketing está de tal forma instalado na nossa sociedade que entra pelas nossas vidas dentro quase sem darmos por ele. Mesmo quando não queremos, parece impossível escapar à onda de publicidade que nos entra pelos olhos dentro e se agarra ao nosso inconsciente. Mas há casos que são flagrantes.
A Floribela, por exemplo, já é um mega sucesso, daqueles que não parece não parar de crescer. O programa até podia ser muito bom (o que não é o caso), mas não há dúvida de que tal sucesso se deve à campanha de marketing que tem rodeado o produto. Sim, porque há muito que deixou de ser apenas um programa de televisão para crianças para passar a ser um produto. E um produto que vende que nem ginjas!
Na realidade, a Floribela vende muito melhor que as ginjas, por isso, apareceram os derivados: cds, roupa, canetas, cadernos, livros e até autógrafos. Como se não bastasse invadir o horário nobre da televisão portuguesa (na SIC e em todos os outros canais que parodiam o original), é impossível não dar de caras com um dos seus produtos em todas as lojas e hipermercados, cujos escaparates tão depressa se enchem como se esvaziam. É o poder do marketing e o efeito da publicidade. Alguém duvida?
O marketing está de tal forma instalado na nossa sociedade que entra pelas nossas vidas dentro quase sem darmos por ele. Mesmo quando não queremos, parece impossível escapar à onda de publicidade que nos entra pelos olhos dentro e se agarra ao nosso inconsciente. Mas há casos que são flagrantes.
A Floribela, por exemplo, já é um mega sucesso, daqueles que não parece não parar de crescer. O programa até podia ser muito bom (o que não é o caso), mas não há dúvida de que tal sucesso se deve à campanha de marketing que tem rodeado o produto. Sim, porque há muito que deixou de ser apenas um programa de televisão para crianças para passar a ser um produto. E um produto que vende que nem ginjas!
Na realidade, a Floribela vende muito melhor que as ginjas, por isso, apareceram os derivados: cds, roupa, canetas, cadernos, livros e até autógrafos. Como se não bastasse invadir o horário nobre da televisão portuguesa (na SIC e em todos os outros canais que parodiam o original), é impossível não dar de caras com um dos seus produtos em todas as lojas e hipermercados, cujos escaparates tão depressa se enchem como se esvaziam. É o poder do marketing e o efeito da publicidade. Alguém duvida?
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Tocárufar

"Adrenalina pura e uma entrega ao tambor como se a vida não fosse mais nada. Ou, como se diz por aí, como se não houvesse amanhã e este momento fosse o mais importante de todos.”
Trabalham pela excelência e executam-na de forma brilhante.
Não existe aquela coisa de colocar palavra à frente de palavra para construir frases, textos, livros… que exprimam o sentimento de estar, tocar, ouvir e sentir o rufar daqueles tambores.
São eles os verdadeiros.
MUUAAAHHHH
Trabalham pela excelência e executam-na de forma brilhante.
Não existe aquela coisa de colocar palavra à frente de palavra para construir frases, textos, livros… que exprimam o sentimento de estar, tocar, ouvir e sentir o rufar daqueles tambores.
São eles os verdadeiros.
MUUAAAHHHH
sábado, 16 de dezembro de 2006
Um BRAVO Natal
domingo, 3 de dezembro de 2006
Faial Filmes Fest 2006
Terminou ontem o Faial Filmes Fest 2006.
Em 2005, este Festival foi uma Mostra de Curtas Metragens, cujo êxito foi tal que levou a que este ano o Festival assumisse o formato de Concurso, destinado a realizadores faialenses ou a residir na ilha do Faial.
As curtas deste ano vieram comprovar o talento e a vitalidade de um grupo considerável de pessoas - na sua maior parte, jovens - com muita vontade de se dedicarem à arte do cinema, por estes lados.
O Faial Filmes Fest é uma iniciativa do Cineclube da Horta.
Para saber mais: www.faialfilmesfest.cineclube.org
Em 2005, este Festival foi uma Mostra de Curtas Metragens, cujo êxito foi tal que levou a que este ano o Festival assumisse o formato de Concurso, destinado a realizadores faialenses ou a residir na ilha do Faial.
As curtas deste ano vieram comprovar o talento e a vitalidade de um grupo considerável de pessoas - na sua maior parte, jovens - com muita vontade de se dedicarem à arte do cinema, por estes lados.
O Faial Filmes Fest é uma iniciativa do Cineclube da Horta.
Para saber mais: www.faialfilmesfest.cineclube.org
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
terça-feira, 21 de novembro de 2006
Dia Mundial do Mar
Comemorações do Dia Mundial do MarDia 16, Dia Mundial do Mar. A Secretaria Regional do Ambiente e do Mar através da Ecoteca do Faial com a colaboração dos Whale Whatchers Tiago Castro/Dive Azores, Norberto/Norberto Diver, Francisco Mateus/Horta Cetáceos e Clube Naval da Horta com o barco Valquíria, assinalaram o Dia Mundial do Mar organizando uma saída de barco com os alunos do 3º ciclo do 8º ano da Escola Secundária Dr. Manuel de Arriaga. Participaram nesta actividade 40 alunos e 3 professores.
Educar para um MAR SUSTENTÁVEL é o tema deste ano. Assim, mais do que um passeio recreativo, estes alunos que tiveram oportunidade de contactar directamente com o mar perceberam a importância da sua preservação. Também observaram o tipo de resíduos que se encontram na superfície da orla costeira e ficaram a saber o tempo que estes demoram a degradar-se.
Norberto Diver www.norbertodiver.com
Hortacetáceos www.hortacetaceos.com
Dive Azores www.diveazores.net e o blog www.diveazores.blogspot.com
Clube Naval da Horta com o “Valquíria” www.cnhorta.org
Escola Secundária Manuel de Arriaga www.esmarriaga.com
No dia 20, pelas 10 horas da manhã, a palestra "Peixes Exóticos do Atlântico Profundo" no Centro do Mar (antiga Fábrica da Baleia) pelo Dr. Filipe Porteiro, investigador do DOP. Participaram 45 alunos do 2º ciclo da Escola Básica Integrada da Horta.
No dia 24 pelas 14 horas haverá um passeio para observação e recolha de resíduos pelo Clube do Mar da Escola Básica Integrada pela Praia de Porto Pim e pela paisagem protegida do Monte da Guia.
Para além de incluir zonas de maternidade para uma série de espécies piscícolas, como a Baía de Porto Pim ou as Caldeirinhas, a área marinha do Monte da Guia apresenta uma diversidade considerável de tipos de fundo e condições oceanográficas, que a tornam representativa duma série de habitats e comunidades marinhas dos Açores.
sexta-feira, 3 de novembro de 2006
Uma conversa com duas décadas
Agora que o debate sobre a legalização do aborto está novamente na ordem do dia, veio-me à memória um episódio passado na Assembleia da República na década de 80.
«O acto sexual é para ter filhos» - disse o deputado do CDS-PP num debate sobre legalização do aborto.
A resposta em forma de poema, que fez rir todas as bancadas parlamentares, veio da nossa querida conterrânea Natália Correia:
«Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o órgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.»
Entretanto, passaram duas décadas, mas esta conversa bem podia ter sido ontem...
«O acto sexual é para ter filhos» - disse o deputado do CDS-PP num debate sobre legalização do aborto.
A resposta em forma de poema, que fez rir todas as bancadas parlamentares, veio da nossa querida conterrânea Natália Correia:
«Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o órgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.»
Entretanto, passaram duas décadas, mas esta conversa bem podia ter sido ontem...
quinta-feira, 26 de outubro de 2006
Um sinistro debate
O debate promovido ontem à noite pela RTP1, a propósito do concurso «Grandes Portugueses», foi assustador. Em vez de uma sessão esclarecedora sobre a escolha dos mais admiráveis desta lusa nação, tivemos uma sessão de bate-boca em torno da figura de Salazar. O concurso que a RTP1 está a promover pretende oscultar o pulsar da nação, mas o debate, moderado por Maria Elisa, não conseguiu atravessar a cortina fantasmagórica do Senhor Censura. No meio de tanta asneira, as palavras que saíram da boca dos convidados mais jovens pareceram-me as mais sensatas. Não sei se a frescura da juventude permite olhar a realidade com mais clareza, mas pelo menos não a complica. E esse é o verdadeiro segredo da grandeza!
quarta-feira, 18 de outubro de 2006
O secretário de Estado que devia ser anestesista
Tirei um dente do ciso. Não é que esta seja uma declaração importante para o mundo, pelo menos aparentemente. Mas foi uma experiência deveras interessante...
Há mais de 16 anos que não tirava um dente e já nem me lembrava como era. Apesar da delicadeza da minha dentista e da anestesia potente - uma agulha espetada do lado de fora e outra do lado de dentro - confesso que me senti como se estivesse nas mãos do dentista de «O velho que lia romances de amor».
Aliás, enquanto a minha dentista gastava as suas forças para conseguir arrancar o meu ciso só me lembrava das primeiras cenas do livro de Sepúlveda e dos impropérios que o doutor Rabicundo Loachamín lançava enquanto anestesiava os seus pacientes com o seu potente remédio oral.
“Quieto, carago! Tira as mãos! Já sei que dói. E quem é que tem a culpa? Quem? Eu? Quem tem a culpa é o Governo! Mete isso bem na moleirinha. O Governo é que tem a culpa de teres os dentes podres. O Governo é que tem a culpa de te doer», gritava então o doutor Loachamín arrancando dentes a frio.
O meu não foi arrancado a frio, mas passada a anestesia as dores começaram a chegar. Já passaram cinco dias, mas apesar do antibiótico a boca ainda dói e o buraco tarda em fechar.
Desesperada, abro a televisão para me distrair um pouco e ouço uma notícia animadora: «O preço da energia vai aumentar 15,7%». Apetece-me gritar, mas antes que tivesse tempo para fazer minhas as palavras do dentista de Sepúveda, a anestesia oral sai disparada da boca do próprio Secretário de Estado: «A culpa é dos consumidores! Pagaram pouco no passado, agora aguentem!».
Perante tal impropério, a minha dor passou. Acho que se foi embora com o susto. Vou recomendar ao secretário de Estado que peça a demissão. Ganhava muito mais como anestesista!
Há mais de 16 anos que não tirava um dente e já nem me lembrava como era. Apesar da delicadeza da minha dentista e da anestesia potente - uma agulha espetada do lado de fora e outra do lado de dentro - confesso que me senti como se estivesse nas mãos do dentista de «O velho que lia romances de amor».
Aliás, enquanto a minha dentista gastava as suas forças para conseguir arrancar o meu ciso só me lembrava das primeiras cenas do livro de Sepúlveda e dos impropérios que o doutor Rabicundo Loachamín lançava enquanto anestesiava os seus pacientes com o seu potente remédio oral.
“Quieto, carago! Tira as mãos! Já sei que dói. E quem é que tem a culpa? Quem? Eu? Quem tem a culpa é o Governo! Mete isso bem na moleirinha. O Governo é que tem a culpa de teres os dentes podres. O Governo é que tem a culpa de te doer», gritava então o doutor Loachamín arrancando dentes a frio.
O meu não foi arrancado a frio, mas passada a anestesia as dores começaram a chegar. Já passaram cinco dias, mas apesar do antibiótico a boca ainda dói e o buraco tarda em fechar.
Desesperada, abro a televisão para me distrair um pouco e ouço uma notícia animadora: «O preço da energia vai aumentar 15,7%». Apetece-me gritar, mas antes que tivesse tempo para fazer minhas as palavras do dentista de Sepúveda, a anestesia oral sai disparada da boca do próprio Secretário de Estado: «A culpa é dos consumidores! Pagaram pouco no passado, agora aguentem!».
Perante tal impropério, a minha dor passou. Acho que se foi embora com o susto. Vou recomendar ao secretário de Estado que peça a demissão. Ganhava muito mais como anestesista!
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