A edição de hoje do jornal PÚBLICO chama-lhes «Os nossos agentes em Stonehenge». Refere-se aos quatro arqueólogos portugueses que estavam em Stonehenge no momento em que foram descobertas as casas onde terão vivido os construtores do monumento megalítico mais famoso do Mundo.
«Num minuto, estavam a escavar em Castanheiro do Vento, Foz Côa; no minuto seguinte, estavam a escavar em Durrington Walls, Stonehenge. É normal haver saltos destes, quânticos, quanto se trabalha em Arqueologia, mas este continua a parecer paranormal: o que faziam quatro arqueólogos portugueses em Durrington Walls, a quatro quilómetros de Stonehenge mas a 1630 quilómetros de casa, quando se descobriram as cabanas onde terão vivido os construtores do monumento megalítico mais famoso do Mundo? O mesmo que fazem há nove anos em Castanheiro do Vento. Com esta diferença: dez dias em Stonehenge valem mais (de repente, eles estão nos jornais e ainda nao perceberam porquê).»
Ana Margarida Vale, Bárbara Carvalho, Gonçalo Leite Velho e João Muralha são os quatro de quem se fala no artigo do PÚBLICO, assinado pela jornalista Inês Nadais. Os quatro de quem ainda se vai ouvir falar muito mais, digo eu. Não só porque «toda a gente quer saber o que fizeram no Verão passado», como escreve a jornalista do PÚBLICO, mas sobretudo porque estas estranhas coincidências parecem ser muito mais do que fruto do acaso. É certo que há descobertas que falam por si. Mas, por norma, a sorte só ajuda a quem muito e bem trabalha!
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
O poder do Marketing e o efeito da publicidade II
Outro caso recente é o da guerra entre os semanários aquando do lançamento do novo jornal "Sol". O semanário estreante tinha que provar o que valia e lançou-se com força na publicidade, divulgando o seu produto nos media e em Outdoors, mas sem brindes. Já o "Expresso", apesar de ter créditos reconhecidos por todos, não ficou a dormir à sombra da bananeira, e avançou com a oferta de filmes grátis.
Escusado será dizer que os filmes é que ganharam a primeira batalha. Naquelas oito semanas ninguém foi comprar o "Expresso" pela qualidade do produto, nem tão pouco por já ser leitor fidelizado. Comprar o jornal naqueles sábados foi tarefa para madrugadores, porque por volta das 9h30 o jornal estava esgotado na maior parte das bancas do país.
Com os seus objectivos cumpridos, o dinossauro "Expresso" acabou ainda por dar uma mãozinha ao novo "Sol", porque os leitores fiéis que chegaram mais tarde às bancas acabaram por comprar o novo semanário porque o seu já tinha desaparecido. Se trocaram de vez ou não, isso só o futuro dos números o dirá. Mas, para já, o marketing venceu a publicidade.
Escusado será dizer que os filmes é que ganharam a primeira batalha. Naquelas oito semanas ninguém foi comprar o "Expresso" pela qualidade do produto, nem tão pouco por já ser leitor fidelizado. Comprar o jornal naqueles sábados foi tarefa para madrugadores, porque por volta das 9h30 o jornal estava esgotado na maior parte das bancas do país.
Com os seus objectivos cumpridos, o dinossauro "Expresso" acabou ainda por dar uma mãozinha ao novo "Sol", porque os leitores fiéis que chegaram mais tarde às bancas acabaram por comprar o novo semanário porque o seu já tinha desaparecido. Se trocaram de vez ou não, isso só o futuro dos números o dirá. Mas, para já, o marketing venceu a publicidade.
O poder do marketing e o efeito da publicidade
O que define o sucesso hoje, infelizmente, não é a qualidade. Custa dizer, mas é a verdade. Um produto menos bom poderá ter muito mais sucesso que um produto excelente. Basta que seja acompanhado de uma excelente campanha de marketing e publicidade.
O marketing está de tal forma instalado na nossa sociedade que entra pelas nossas vidas dentro quase sem darmos por ele. Mesmo quando não queremos, parece impossível escapar à onda de publicidade que nos entra pelos olhos dentro e se agarra ao nosso inconsciente. Mas há casos que são flagrantes.
A Floribela, por exemplo, já é um mega sucesso, daqueles que não parece não parar de crescer. O programa até podia ser muito bom (o que não é o caso), mas não há dúvida de que tal sucesso se deve à campanha de marketing que tem rodeado o produto. Sim, porque há muito que deixou de ser apenas um programa de televisão para crianças para passar a ser um produto. E um produto que vende que nem ginjas!
Na realidade, a Floribela vende muito melhor que as ginjas, por isso, apareceram os derivados: cds, roupa, canetas, cadernos, livros e até autógrafos. Como se não bastasse invadir o horário nobre da televisão portuguesa (na SIC e em todos os outros canais que parodiam o original), é impossível não dar de caras com um dos seus produtos em todas as lojas e hipermercados, cujos escaparates tão depressa se enchem como se esvaziam. É o poder do marketing e o efeito da publicidade. Alguém duvida?
O marketing está de tal forma instalado na nossa sociedade que entra pelas nossas vidas dentro quase sem darmos por ele. Mesmo quando não queremos, parece impossível escapar à onda de publicidade que nos entra pelos olhos dentro e se agarra ao nosso inconsciente. Mas há casos que são flagrantes.
A Floribela, por exemplo, já é um mega sucesso, daqueles que não parece não parar de crescer. O programa até podia ser muito bom (o que não é o caso), mas não há dúvida de que tal sucesso se deve à campanha de marketing que tem rodeado o produto. Sim, porque há muito que deixou de ser apenas um programa de televisão para crianças para passar a ser um produto. E um produto que vende que nem ginjas!
Na realidade, a Floribela vende muito melhor que as ginjas, por isso, apareceram os derivados: cds, roupa, canetas, cadernos, livros e até autógrafos. Como se não bastasse invadir o horário nobre da televisão portuguesa (na SIC e em todos os outros canais que parodiam o original), é impossível não dar de caras com um dos seus produtos em todas as lojas e hipermercados, cujos escaparates tão depressa se enchem como se esvaziam. É o poder do marketing e o efeito da publicidade. Alguém duvida?
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Tocárufar

"Adrenalina pura e uma entrega ao tambor como se a vida não fosse mais nada. Ou, como se diz por aí, como se não houvesse amanhã e este momento fosse o mais importante de todos.”
Trabalham pela excelência e executam-na de forma brilhante.
Não existe aquela coisa de colocar palavra à frente de palavra para construir frases, textos, livros… que exprimam o sentimento de estar, tocar, ouvir e sentir o rufar daqueles tambores.
São eles os verdadeiros.
MUUAAAHHHH
Trabalham pela excelência e executam-na de forma brilhante.
Não existe aquela coisa de colocar palavra à frente de palavra para construir frases, textos, livros… que exprimam o sentimento de estar, tocar, ouvir e sentir o rufar daqueles tambores.
São eles os verdadeiros.
MUUAAAHHHH
sábado, 16 de dezembro de 2006
Um BRAVO Natal
domingo, 3 de dezembro de 2006
Faial Filmes Fest 2006
Terminou ontem o Faial Filmes Fest 2006.
Em 2005, este Festival foi uma Mostra de Curtas Metragens, cujo êxito foi tal que levou a que este ano o Festival assumisse o formato de Concurso, destinado a realizadores faialenses ou a residir na ilha do Faial.
As curtas deste ano vieram comprovar o talento e a vitalidade de um grupo considerável de pessoas - na sua maior parte, jovens - com muita vontade de se dedicarem à arte do cinema, por estes lados.
O Faial Filmes Fest é uma iniciativa do Cineclube da Horta.
Para saber mais: www.faialfilmesfest.cineclube.org
Em 2005, este Festival foi uma Mostra de Curtas Metragens, cujo êxito foi tal que levou a que este ano o Festival assumisse o formato de Concurso, destinado a realizadores faialenses ou a residir na ilha do Faial.
As curtas deste ano vieram comprovar o talento e a vitalidade de um grupo considerável de pessoas - na sua maior parte, jovens - com muita vontade de se dedicarem à arte do cinema, por estes lados.
O Faial Filmes Fest é uma iniciativa do Cineclube da Horta.
Para saber mais: www.faialfilmesfest.cineclube.org
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
terça-feira, 21 de novembro de 2006
Dia Mundial do Mar
Comemorações do Dia Mundial do MarDia 16, Dia Mundial do Mar. A Secretaria Regional do Ambiente e do Mar através da Ecoteca do Faial com a colaboração dos Whale Whatchers Tiago Castro/Dive Azores, Norberto/Norberto Diver, Francisco Mateus/Horta Cetáceos e Clube Naval da Horta com o barco Valquíria, assinalaram o Dia Mundial do Mar organizando uma saída de barco com os alunos do 3º ciclo do 8º ano da Escola Secundária Dr. Manuel de Arriaga. Participaram nesta actividade 40 alunos e 3 professores.
Educar para um MAR SUSTENTÁVEL é o tema deste ano. Assim, mais do que um passeio recreativo, estes alunos que tiveram oportunidade de contactar directamente com o mar perceberam a importância da sua preservação. Também observaram o tipo de resíduos que se encontram na superfície da orla costeira e ficaram a saber o tempo que estes demoram a degradar-se.
Norberto Diver www.norbertodiver.com
Hortacetáceos www.hortacetaceos.com
Dive Azores www.diveazores.net e o blog www.diveazores.blogspot.com
Clube Naval da Horta com o “Valquíria” www.cnhorta.org
Escola Secundária Manuel de Arriaga www.esmarriaga.com
No dia 20, pelas 10 horas da manhã, a palestra "Peixes Exóticos do Atlântico Profundo" no Centro do Mar (antiga Fábrica da Baleia) pelo Dr. Filipe Porteiro, investigador do DOP. Participaram 45 alunos do 2º ciclo da Escola Básica Integrada da Horta.
No dia 24 pelas 14 horas haverá um passeio para observação e recolha de resíduos pelo Clube do Mar da Escola Básica Integrada pela Praia de Porto Pim e pela paisagem protegida do Monte da Guia.
Para além de incluir zonas de maternidade para uma série de espécies piscícolas, como a Baía de Porto Pim ou as Caldeirinhas, a área marinha do Monte da Guia apresenta uma diversidade considerável de tipos de fundo e condições oceanográficas, que a tornam representativa duma série de habitats e comunidades marinhas dos Açores.
sexta-feira, 3 de novembro de 2006
Uma conversa com duas décadas
Agora que o debate sobre a legalização do aborto está novamente na ordem do dia, veio-me à memória um episódio passado na Assembleia da República na década de 80.
«O acto sexual é para ter filhos» - disse o deputado do CDS-PP num debate sobre legalização do aborto.
A resposta em forma de poema, que fez rir todas as bancadas parlamentares, veio da nossa querida conterrânea Natália Correia:
«Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o órgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.»
Entretanto, passaram duas décadas, mas esta conversa bem podia ter sido ontem...
«O acto sexual é para ter filhos» - disse o deputado do CDS-PP num debate sobre legalização do aborto.
A resposta em forma de poema, que fez rir todas as bancadas parlamentares, veio da nossa querida conterrânea Natália Correia:
«Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o órgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.»
Entretanto, passaram duas décadas, mas esta conversa bem podia ter sido ontem...
quinta-feira, 26 de outubro de 2006
Um sinistro debate
O debate promovido ontem à noite pela RTP1, a propósito do concurso «Grandes Portugueses», foi assustador. Em vez de uma sessão esclarecedora sobre a escolha dos mais admiráveis desta lusa nação, tivemos uma sessão de bate-boca em torno da figura de Salazar. O concurso que a RTP1 está a promover pretende oscultar o pulsar da nação, mas o debate, moderado por Maria Elisa, não conseguiu atravessar a cortina fantasmagórica do Senhor Censura. No meio de tanta asneira, as palavras que saíram da boca dos convidados mais jovens pareceram-me as mais sensatas. Não sei se a frescura da juventude permite olhar a realidade com mais clareza, mas pelo menos não a complica. E esse é o verdadeiro segredo da grandeza!
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