sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

O poder do marketing e o efeito da publicidade

O que define o sucesso hoje, infelizmente, não é a qualidade. Custa dizer, mas é a verdade. Um produto menos bom poderá ter muito mais sucesso que um produto excelente. Basta que seja acompanhado de uma excelente campanha de marketing e publicidade.

O marketing está de tal forma instalado na nossa sociedade que entra pelas nossas vidas dentro quase sem darmos por ele. Mesmo quando não queremos, parece impossível escapar à onda de publicidade que nos entra pelos olhos dentro e se agarra ao nosso inconsciente. Mas há casos que são flagrantes.

A Floribela, por exemplo, já é um mega sucesso, daqueles que não parece não parar de crescer. O programa até podia ser muito bom (o que não é o caso), mas não há dúvida de que tal sucesso se deve à campanha de marketing que tem rodeado o produto. Sim, porque há muito que deixou de ser apenas um programa de televisão para crianças para passar a ser um produto. E um produto que vende que nem ginjas!

Na realidade, a Floribela vende muito melhor que as ginjas, por isso, apareceram os derivados: cds, roupa, canetas, cadernos, livros e até autógrafos. Como se não bastasse invadir o horário nobre da televisão portuguesa (na SIC e em todos os outros canais que parodiam o original), é impossível não dar de caras com um dos seus produtos em todas as lojas e hipermercados, cujos escaparates tão depressa se enchem como se esvaziam. É o poder do marketing e o efeito da publicidade. Alguém duvida?

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Tocárufar


"Adrenalina pura e uma entrega ao tambor como se a vida não fosse mais nada. Ou, como se diz por aí, como se não houvesse amanhã e este momento fosse o mais importante de todos.”
Trabalham pela excelência e executam-na de forma brilhante.
Não existe aquela coisa de colocar palavra à frente de palavra para construir frases, textos, livros… que exprimam o sentimento de estar, tocar, ouvir e sentir o rufar daqueles tambores.
São eles os verdadeiros.

MUUAAAHHHH

sábado, 16 de dezembro de 2006

Um BRAVO Natal



Mulheres... nesta quadra não se percam com docinhos, façam uma alimentação saudável e Brava:
Não saltem a cerca; não comam pastos alheios, e não esqueçam, Comam Homens de fibra.

Que tenham um santo mugido neste Natal

MUUAAAHHHH para vocês também.

domingo, 3 de dezembro de 2006

Faial Filmes Fest 2006

Terminou ontem o Faial Filmes Fest 2006.
Em 2005, este Festival foi uma Mostra de Curtas Metragens, cujo êxito foi tal que levou a que este ano o Festival assumisse o formato de Concurso, destinado a realizadores faialenses ou a residir na ilha do Faial.
As curtas deste ano vieram comprovar o talento e a vitalidade de um grupo considerável de pessoas - na sua maior parte, jovens - com muita vontade de se dedicarem à arte do cinema, por estes lados.
O Faial Filmes Fest é uma iniciativa do Cineclube da Horta.
Para saber mais: www.faialfilmesfest.cineclube.org

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Dia Mundial do Mar

Comemorações do Dia Mundial do Mar


Dia 16, Dia Mundial do Mar. A Secretaria Regional do Ambiente e do Mar através da Ecoteca do Faial com a colaboração dos Whale Whatchers Tiago Castro/Dive Azores, Norberto/Norberto Diver, Francisco Mateus/Horta Cetáceos e Clube Naval da Horta com o barco Valquíria, assinalaram o Dia Mundial do Mar organizando uma saída de barco com os alunos do 3º ciclo do 8º ano da Escola Secundária Dr. Manuel de Arriaga. Participaram nesta actividade 40 alunos e 3 professores.
Educar para um MAR SUSTENTÁVEL é o tema deste ano. Assim, mais do que um passeio recreativo, estes alunos que tiveram oportunidade de contactar directamente com o mar perceberam a importância da sua preservação. Também observaram o tipo de resíduos que se encontram na superfície da orla costeira e ficaram a saber o tempo que estes demoram a degradar-se.

Norberto Diver
www.norbertodiver.com
Hortacetáceos www.hortacetaceos.com
Dive Azores www.diveazores.net e o blog www.diveazores.blogspot.com
Clube Naval da Horta com o “Valquíria” www.cnhorta.org
Escola Secundária Manuel de Arriaga www.esmarriaga.com


No dia 20, pelas 10 horas da manhã, a palestra "Peixes Exóticos do Atlântico Profundo" no Centro do Mar (antiga Fábrica da Baleia) pelo Dr. Filipe Porteiro, investigador do DOP. Participaram 45 alunos do 2º ciclo da Escola Básica Integrada da Horta.

No dia 24 pelas 14 horas haverá um passeio para observação e recolha de resíduos pelo Clube do Mar da Escola Básica Integrada pela Praia de Porto Pim e pela paisagem protegida do Monte da Guia.
Para além de incluir zonas de maternidade para uma série de espécies piscícolas, como a Baía de Porto Pim ou as Caldeirinhas, a área marinha do Monte da Guia apresenta uma diversidade considerável de tipos de fundo e condições oceanográficas, que a tornam representativa duma série de habitats e comunidades marinhas dos Açores.

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Uma conversa com duas décadas

Agora que o debate sobre a legalização do aborto está novamente na ordem do dia, veio-me à memória um episódio passado na Assembleia da República na década de 80.

«O acto sexual é para ter filhos» - disse o deputado do CDS-PP num debate sobre legalização do aborto.

A resposta em forma de poema, que fez rir todas as bancadas parlamentares, veio da nossa querida conterrânea Natália Correia:

«Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o órgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.»

Entretanto, passaram duas décadas, mas esta conversa bem podia ter sido ontem...

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Um sinistro debate

O debate promovido ontem à noite pela RTP1, a propósito do concurso «Grandes Portugueses», foi assustador. Em vez de uma sessão esclarecedora sobre a escolha dos mais admiráveis desta lusa nação, tivemos uma sessão de bate-boca em torno da figura de Salazar. O concurso que a RTP1 está a promover pretende oscultar o pulsar da nação, mas o debate, moderado por Maria Elisa, não conseguiu atravessar a cortina fantasmagórica do Senhor Censura. No meio de tanta asneira, as palavras que saíram da boca dos convidados mais jovens pareceram-me as mais sensatas. Não sei se a frescura da juventude permite olhar a realidade com mais clareza, mas pelo menos não a complica. E esse é o verdadeiro segredo da grandeza!

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

O secretário de Estado que devia ser anestesista

Tirei um dente do ciso. Não é que esta seja uma declaração importante para o mundo, pelo menos aparentemente. Mas foi uma experiência deveras interessante...

Há mais de 16 anos que não tirava um dente e já nem me lembrava como era. Apesar da delicadeza da minha dentista e da anestesia potente - uma agulha espetada do lado de fora e outra do lado de dentro - confesso que me senti como se estivesse nas mãos do dentista de «O velho que lia romances de amor».

Aliás, enquanto a minha dentista gastava as suas forças para conseguir arrancar o meu ciso só me lembrava das primeiras cenas do livro de Sepúlveda e dos impropérios que o doutor Rabicundo Loachamín lançava enquanto anestesiava os seus pacientes com o seu potente remédio oral.

“Quieto, carago! Tira as mãos! Já sei que dói. E quem é que tem a culpa? Quem? Eu? Quem tem a culpa é o Governo! Mete isso bem na moleirinha. O Governo é que tem a culpa de teres os dentes podres. O Governo é que tem a culpa de te doer», gritava então o doutor Loachamín arrancando dentes a frio.

O meu não foi arrancado a frio, mas passada a anestesia as dores começaram a chegar. Já passaram cinco dias, mas apesar do antibiótico a boca ainda dói e o buraco tarda em fechar.

Desesperada, abro a televisão para me distrair um pouco e ouço uma notícia animadora: «O preço da energia vai aumentar 15,7%». Apetece-me gritar, mas antes que tivesse tempo para fazer minhas as palavras do dentista de Sepúveda, a anestesia oral sai disparada da boca do próprio Secretário de Estado: «A culpa é dos consumidores! Pagaram pouco no passado, agora aguentem!».

Perante tal impropério, a minha dor passou. Acho que se foi embora com o susto. Vou recomendar ao secretário de Estado que peça a demissão. Ganhava muito mais como anestesista!

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Da minha janela...

Vejo um dia um dia que amanheceu cinzento e chuvoso, como se o Outono já tivesse dado lugar ao Inverno. O frio não veio, mas a humidade, essa, insiste em dominar a paisagem, feita de pensamentos e desejos felizes.