quarta-feira, 22 de novembro de 2006

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Dia Mundial do Mar

Comemorações do Dia Mundial do Mar


Dia 16, Dia Mundial do Mar. A Secretaria Regional do Ambiente e do Mar através da Ecoteca do Faial com a colaboração dos Whale Whatchers Tiago Castro/Dive Azores, Norberto/Norberto Diver, Francisco Mateus/Horta Cetáceos e Clube Naval da Horta com o barco Valquíria, assinalaram o Dia Mundial do Mar organizando uma saída de barco com os alunos do 3º ciclo do 8º ano da Escola Secundária Dr. Manuel de Arriaga. Participaram nesta actividade 40 alunos e 3 professores.
Educar para um MAR SUSTENTÁVEL é o tema deste ano. Assim, mais do que um passeio recreativo, estes alunos que tiveram oportunidade de contactar directamente com o mar perceberam a importância da sua preservação. Também observaram o tipo de resíduos que se encontram na superfície da orla costeira e ficaram a saber o tempo que estes demoram a degradar-se.

Norberto Diver
www.norbertodiver.com
Hortacetáceos www.hortacetaceos.com
Dive Azores www.diveazores.net e o blog www.diveazores.blogspot.com
Clube Naval da Horta com o “Valquíria” www.cnhorta.org
Escola Secundária Manuel de Arriaga www.esmarriaga.com


No dia 20, pelas 10 horas da manhã, a palestra "Peixes Exóticos do Atlântico Profundo" no Centro do Mar (antiga Fábrica da Baleia) pelo Dr. Filipe Porteiro, investigador do DOP. Participaram 45 alunos do 2º ciclo da Escola Básica Integrada da Horta.

No dia 24 pelas 14 horas haverá um passeio para observação e recolha de resíduos pelo Clube do Mar da Escola Básica Integrada pela Praia de Porto Pim e pela paisagem protegida do Monte da Guia.
Para além de incluir zonas de maternidade para uma série de espécies piscícolas, como a Baía de Porto Pim ou as Caldeirinhas, a área marinha do Monte da Guia apresenta uma diversidade considerável de tipos de fundo e condições oceanográficas, que a tornam representativa duma série de habitats e comunidades marinhas dos Açores.

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Uma conversa com duas décadas

Agora que o debate sobre a legalização do aborto está novamente na ordem do dia, veio-me à memória um episódio passado na Assembleia da República na década de 80.

«O acto sexual é para ter filhos» - disse o deputado do CDS-PP num debate sobre legalização do aborto.

A resposta em forma de poema, que fez rir todas as bancadas parlamentares, veio da nossa querida conterrânea Natália Correia:

«Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o órgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.»

Entretanto, passaram duas décadas, mas esta conversa bem podia ter sido ontem...

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Um sinistro debate

O debate promovido ontem à noite pela RTP1, a propósito do concurso «Grandes Portugueses», foi assustador. Em vez de uma sessão esclarecedora sobre a escolha dos mais admiráveis desta lusa nação, tivemos uma sessão de bate-boca em torno da figura de Salazar. O concurso que a RTP1 está a promover pretende oscultar o pulsar da nação, mas o debate, moderado por Maria Elisa, não conseguiu atravessar a cortina fantasmagórica do Senhor Censura. No meio de tanta asneira, as palavras que saíram da boca dos convidados mais jovens pareceram-me as mais sensatas. Não sei se a frescura da juventude permite olhar a realidade com mais clareza, mas pelo menos não a complica. E esse é o verdadeiro segredo da grandeza!

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

O secretário de Estado que devia ser anestesista

Tirei um dente do ciso. Não é que esta seja uma declaração importante para o mundo, pelo menos aparentemente. Mas foi uma experiência deveras interessante...

Há mais de 16 anos que não tirava um dente e já nem me lembrava como era. Apesar da delicadeza da minha dentista e da anestesia potente - uma agulha espetada do lado de fora e outra do lado de dentro - confesso que me senti como se estivesse nas mãos do dentista de «O velho que lia romances de amor».

Aliás, enquanto a minha dentista gastava as suas forças para conseguir arrancar o meu ciso só me lembrava das primeiras cenas do livro de Sepúlveda e dos impropérios que o doutor Rabicundo Loachamín lançava enquanto anestesiava os seus pacientes com o seu potente remédio oral.

“Quieto, carago! Tira as mãos! Já sei que dói. E quem é que tem a culpa? Quem? Eu? Quem tem a culpa é o Governo! Mete isso bem na moleirinha. O Governo é que tem a culpa de teres os dentes podres. O Governo é que tem a culpa de te doer», gritava então o doutor Loachamín arrancando dentes a frio.

O meu não foi arrancado a frio, mas passada a anestesia as dores começaram a chegar. Já passaram cinco dias, mas apesar do antibiótico a boca ainda dói e o buraco tarda em fechar.

Desesperada, abro a televisão para me distrair um pouco e ouço uma notícia animadora: «O preço da energia vai aumentar 15,7%». Apetece-me gritar, mas antes que tivesse tempo para fazer minhas as palavras do dentista de Sepúveda, a anestesia oral sai disparada da boca do próprio Secretário de Estado: «A culpa é dos consumidores! Pagaram pouco no passado, agora aguentem!».

Perante tal impropério, a minha dor passou. Acho que se foi embora com o susto. Vou recomendar ao secretário de Estado que peça a demissão. Ganhava muito mais como anestesista!

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Da minha janela...

Vejo um dia um dia que amanheceu cinzento e chuvoso, como se o Outono já tivesse dado lugar ao Inverno. O frio não veio, mas a humidade, essa, insiste em dominar a paisagem, feita de pensamentos e desejos felizes.

domingo, 8 de outubro de 2006

Bem vinda Maria Carolina !

O nascimento representa o princípio de tudo... é o milagre do presente e a esperança do futuro.

Felicidades e parabêns aos papás Arlene e Paulo pela vossa preciosa menina.

Muuaaahhh!!!!!!

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

Até sempre Jornal dos Açores!

O Jornal dos Açores fechou. As notícias dizem que o diário não vai para as bancas desde segunda-feira e que a culpa é das dívidas acumuladas, a maior parte das quais com a Nova Gráfica, empresa que imprimia o jornal. A culpa, digo eu, é mais uma vez do mercado. Ou melhor, do leitor - que não se mexe para ler o que é bom e tem sempre dinheiro para comprar o que não presta!

Tenho pena de ver chegar ao fim um projecto que teve tudo para dar certo. Mas ainda que tenha durado pouco, o que interessa é que existiu. Porque aquilo que mudou e as pessoas que influenciou, isso não morrerá nunca!

Boa sorte para a equipa do Jornal dos Açores! Que final desta aventura seja apenas o começo de muitas outras, quiçá mais felizes!

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

«Reaprendi a olhar o mundo»

«Passaram mais de seis meses desde a última crónica que alinhavei neste jornal. Seis meses que pareceram voar, embora cada dia parecesse por vezes nunca mais acabar. Não, não foram seis meses de trabalho. Nem de doença. Nem de viagens. Apenas os primeiros meses de uma nova fase da minha vida: a maternidade.

No dia em que o meu filho nasceu, pensei que estava apenas a ser mãe pela primeira vez. Nada que a minha mãe e a minha avó não tivessem já feito, tal como muitas outras mulheres ao longo de todos os séculos. Talvez por isso, quando me perguntaram pela primeira vez se a maternidade mudava mesmo a pessoa, respondi que não tinha dado por nada. E, na verdade, não tinha. Ainda!

Contudo, ao longo destes meses fui percebendo que tudo mudou no dia em que o meu filho nasceu. (Isto de escrever “o meu filho” tem um peso estranho. Vejo-me de cabelos brancos e rugas pesadas a pronunciar estas palavras de posse, de sentimento de pertença. Como se o legado que deixo tivesse o peso de um feito inalcançável ao comum dos mortais. Como se o meu filho representasse a minha própria mortalidade.)

Confesso que o cansaço e a excitação das primeiras semanas não me deixava tempo para sentir, e muito menos para reflectir. Vivia para o momento, como se o futuro do meu bebé dependesse de cada minuto que passasse com ele.

Perdi a conta das noites mal dormidas, das fraldas recheadas, das roupas bolsadas e dos choros intermináveis. Mas jamais esquecerei os primeiros sorrisos, os olhares deslumbrados, os carinhos desajeitados e as primeiras grandes descobertas.

Agora, compreendo que ser mãe não mudou apenas a minha vida. Mudou, sobretudo, a minha perspectiva do mundo. Foi todo um novo universo que se abriu para mim, como se o trabalho de parto tivesse rompido a camada protectora da minha alma.

Poderá parecer exagero. Não sei sequer se outras mães sentiram o mesmo quando tiveram o seu primeiro filho. Mas sei que me senti deslumbrada por cada olhar, cada sorriso, cada gesto do meu rebento. Como se em cada progresso dele eu revivesse o caminho que percorri quando vim a este mundo. Como se também eu tivesse nascido de novo.


Na falta de vídeos do meu próprio desenvolvimento, e perante umas poucas fotografias dos primeiros meses, dei por mim estreitanto laços com a família em busca dos segredos da minha infância. Como se a criança que eu fui um dia encerrasse a solução para todos mistérios que agora vão dando corpo ao meu filho.

Comecei por pensar que a minha meninice me poderia ajudar a ser uma melhor mãe. Mas sei que por mais que busque a essência de mim, não será suficiente para entrar na essência do meu filho. Terei, primeiro, que sentir o passar do tempo e acompanhar a descoberta do mundo pelo seu olhar. Só então poderei perceber que a sua essência é para ser amada e não apenas compreendida. Tal como a essência do mundo é para ser vivida e não apenas descodificada.

Entretanto, vou continuar a usar os olhos do meu bebé para olhar o mundo pela primeira vez. Tenho a certeza que vou aprender mais do que imagino.»

Lídia Bulcão, in Jornal dos Açores, de 19 de Setembro de 2006

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Eu li...

... um delicioso artigo de João Ferreirinho, no Diário Económico, que recomendo especialmente a quem tem por hábito dizer “Eu não li, mas...”.

É só clicar em...
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico
/opinion/columnistas/pt/desarrollo/689518.html