O último post da "Estrelinha Ajuizada" é um doce que vale a pena saborear. Deixo apenas um cheirinho, para vos conduzir até lá...
«E, de repente, quando no início blogar parecia tão fácil como sermos nós próprios, descobrimos afinal que é um casamento com um cônjuge exigente, que quer atenção, mimos, carinho, afecto, novidades, surpresas, prendinhas, jantares íntimos e sexo tórrido todos os dias, no meio da rotina mais banal e ínsipida.»
in http://vermelhofaial.blogspot.com/
sábado, 26 de novembro de 2005
quinta-feira, 24 de novembro de 2005
Objectivos de vida dos portugueses
Cada vez mais os objectivos de vida dos portugueses estão a mudar... agora são outros:
Aos seis anos o objectivo é ter um telemóvel;
Aos 8 é ter uma playstation;
Aos 14 é jogar futebol num clube grande;
Aos 18 é entrar numa universidade no curso de Consultoria sobre visões intermédias em edificios inteligentes mas não muito...;
Aos 22 é arranjar um emprego na função publica;
Aos 27 é casar com uma gaja boa;
Aos 30 é divorciar-se;
Durante os 30 é andar a curtir a vida;
Aos 40 é casar com uma moça que não chateie muito a cabeça;
Aos 55 é pedir a reforma antecipada;
Nos 60 é cuidar dos netos;
Aos 80 é candidatar-se a Presidente da Republica.*
Acho que nós, as mulheres, temos umas fasquias de objectivos bem mais elevadas... penso eu de que... ;)
terça-feira, 22 de novembro de 2005
Pedido de Ajuda
"A menina chama-se Inês Pascoal.
No passado mês de Outubro de 2005 foi-lhe diagnosticado um tumor na cabeça.
Encontra-se desde o dia 12 de Outubro em Lisboa, no IPO a fazer tratamentos.
A mãe da Inês – Cláudia Madruga da Rosa Pascoal, é minha irmã.
Estou desta forma a procurar ajuda, no sentido da Inês poder continuar a fazer os tratamentos que são necessários.
Como sabem, a ajuda que o Estado dá não chega.
Peço-lhe desta forma e encarecidamente, se for possível, que ajude a minha sobrinha nesta fase da sua vida.
Conto com a vossa ajuda."
O NIB da conta é 003300004529261536405
ou contactem:
Maria Natália da Silva Madruga da Rosa
Fernandega, n.º 3
Praia do Almoxarife
9900-452 Praia do Almoxarife
Horta
No passado mês de Outubro de 2005 foi-lhe diagnosticado um tumor na cabeça.
Encontra-se desde o dia 12 de Outubro em Lisboa, no IPO a fazer tratamentos.
A mãe da Inês – Cláudia Madruga da Rosa Pascoal, é minha irmã.
Estou desta forma a procurar ajuda, no sentido da Inês poder continuar a fazer os tratamentos que são necessários.
Como sabem, a ajuda que o Estado dá não chega.
Peço-lhe desta forma e encarecidamente, se for possível, que ajude a minha sobrinha nesta fase da sua vida.
Conto com a vossa ajuda."
O NIB da conta é 003300004529261536405
ou contactem:
Maria Natália da Silva Madruga da Rosa
Fernandega, n.º 3
Praia do Almoxarife
9900-452 Praia do Almoxarife
Horta
sábado, 19 de novembro de 2005
Hi-Tech Transcendente
Diz um anjo a D-us:
- Senhor! Descobriram o código do genoma humano!
D-us, furibundo:
- Malditos hackers! Tenho de mudar a password!
- Senhor! Descobriram o código do genoma humano!
D-us, furibundo:
- Malditos hackers! Tenho de mudar a password!
sexta-feira, 18 de novembro de 2005
quinta-feira, 17 de novembro de 2005
Dia Mundial da Filosofia
Para assinalar a ocasião, os alunos em regime de seminário da licenciatura em Filosofia, prepararam vários ateliers de actividades interactivas na Aula Magna com o objectivo de «exteriorizar» ou «secularizar» a Filosofia. No fundo, trazê-la para fora de portas. Durante todo o dia a Universidade dos Açores recebeu turmas do secundário, que - segundo os testemunhos deixados por escrito e recolhidos in loco (também pela minha pessoa) - adoraram a iniciativa e ficaram com outra ideia do que pensavam ser a Filosofia.
Filosofia é Vida, é uma forma de Ser, de Se estar.
Esta é a minha definição da ciência mãe.
Os meus parabéns a todos os envolvidos, professores e alunos, e que a iniciativa seja para repetir.
Precisa-se de matéria prima para construir um País
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como "matéria prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte... Fico triste. Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias. Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e.... ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO. E você, o que pensa?.... MEDITE!
Eduardo Prado Coelho - in Público
(recebido por email, não sei de que dia do Público foi.)
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