quarta-feira, 16 de novembro de 2005

Provérbios requintados :)

Expõe-me com quem deambulas e a tua idiossincrasia augurarei.
(Diz-me com quem andas e te direi quem és)

Espécime avícola na cavidade metacárpica, supera os congéneres revolteando em duplicado.(Mais vale um pássaro na mão, que dois a voar)

Ausência de percepção ocular, insensibiliza órgão cardial.
(Olhos que não vêem, coração que não sente)

Equídeo objecto de dádiva, não é passível de observação odontológica.
(A cavalo dado não se olham os dentes)

O globo ocular do proprietário torna obesos os bovinos.
(O olho do amo engorda o gado)

Idêntico ascendente, idêntico descendente.
(Tal pai, tal filho)

Descendente de espécime piscícola sabe locomover-se em líquido inorgânico.
(Filho de peixe sabe nadar)

Pequena leguminosa seca após pequena leguminosa seca atesta a capacidade de ingestão de espécie avícola.
(Grão a grão enche a galinha o papo)

Tem o monarca no baixo ventre
(Tem o rei na barriga)

Quem movimenta os músculos supra faciais mais longe do primeiro, movimenta-os substancialmente em condições excepcionais.
(Quem ri por último ri melhor)

Quem aguarda longamente, atinge o estado de exaustão.
(Quem espera desespera)

Os jornais que os faialenses merecem II

Ao folhear os jornais faialenses, coisa que faço frequentemente, vejo mais do que os defeitos de um produto com falhas. Vejo muito mais do que a incapacidade dos jornalistas locais para lidarem com os problemas de uma terra pequena e com um mercado limitado. Vejo sobretudo que os leitores e colaboradores se renderam ao conformismo.

É mais fácil lutar pelo seu próprio conforto do que defender as causas dos outros e essa é a única razão que vejo para que a maioria dos leitores faialenses tenha descuidado a intervenção pública, que se quer pertinente e acutilante quante baste.

Sem colaboradores regulares de qualidade e sem compradores fiéis, não há força de vontade que aguente uma redacção a lutar eternamente contra os desvarios da maré, que teima em trazer nas suas ondas o lixo que todos rejeitaram. E isso também se vê nas primeiras páginas!

História de amor que acaba mal

Comecei por pensar em dar um bocadinho de poesia ao blog, depois da minha grande ausência....mas devo ainda andar com os restos do MTV European Music Awards no Pavilhão Atlântico por isso decidi-me por isto.................................

Adoro quando um homem despe a roupinha toda e atira-se ao mar só porque viu uma bimba qualquer no metro entre a estação do Colégio Militar-Luz e o Marquês de Pombal!

Só se safa porque fala em anjos!!!!!!!


"My life is brilliant.
My love is pure.
I saw an angel.
Of that I'm sure.
She smiled at me on the subway.She was with another man.
But I won't lose no sleep on that,'Cause I've got a plan.
You're beautiful. You're beautiful.You're beautiful, it's true.
I saw your face in a crowded place,And I don't know what to do,'Cause I'll never be with you.
Yeah, she caught my eye,
As we walked on by.
She could see from my face that I was,F*cking high,
And I don't think that I'll see her again,But we shared a moment that will last till the end.
You're beautiful. You're beautiful.You're beautiful, it's true.
I saw your face in a crowded place,And I don't know what to do,'Cause I'll never be with you.
You're beautiful. You're beautiful.You're beautiful, it's true.
There must be an angel with a smile on her face,When she thought up that I should be with you.
But it's time to face the truth,

I will never be with you."

J.B.

Dia do Mar




Pode consultar a página oficial aqui


...e as actividades nos Açores aqui

terça-feira, 15 de novembro de 2005

Os jornais que os faialenses merecem

Depois de ler os inúmeros comentários sobre a ausência dos jornais faialenses da Internet e os problemas da imprensa faialense, achei que o assunto merecia um novo desenvolvimento, porque o assunto tem contornos mais profundos do que possa parecer à primeira vista.

Pelo que a experiência profissinal me permitiu conhecer do mercado faialense e dos bastidores dos três jornais faialenses, não tenho dúvidas em dizer que o principal problema dos jornais faialenses é falta de verbas para tudo. Mas apesar de ser o mais importante, não é o único grande problema.

Talvez dois jornais diários e um semanário sejam demais para um público limitado a uma ilha com pouco mais de 15 mil habitantes, mas esse público tornou-se ainda mais limitado no momento em que desinteressou da vida do burgo e passou a olhar exclusivamente para o seu próprio umbigo, que é como quem diz para os seus próprios interesses, sejam eles políticos ou financeiros.

Quem vê de fora os jornais, não sabe que há muitos que alugam o espaço de publicidade da imprensa faialense e depois não pagam o que devem. E se os jornais não recebem a publicidade que vendem, também não podem pagar a tempo e horas aos seus fornecedores e jornalistas. E se não pagam a tempo e horas, a credibilidade perde-se e a motivação para o trabalho acaba por desaparecer.

Entramos, portanto, num círculo vicioso que é muito difícil de quebrar. Ciclo este que ainda é reforçado por outros pequenos problemas, como os provocados pelos que exigem que se noticie as actividades de uma empresa ou instituição, a que se juntam os que retiram a publicidade ou desistem da assinatura de um jornal quando são alvos da mais pequena crítica.

Quando o mercado é pequeno, as alternativas não são muitas, e por mais que as pessoas pensem que é muito fácil pôr um jornal na rua, está provado que um jornal de qualidade não sobrevive sem dinheiro.

Ao criticar-se a ausência dos jornais na Internet, é preciso olhar para o outro lado também. É verdade que a Web pode ser um bom meio de publicitar os títulos, mas também pode ajudar a afundá-los. Não só porque os leitores têm tendência a deixar de comprar o jornal se o puderem ler online (ainda que só as notícias principais), mas também porque é precisar pagar a manutenção e a actualização da página na Internet.

Por mais barato que seja ter um jornal online, não podemos esquecer que todos os tostões contam para a sobrevivência dos pequenos. E, neste caso, a sobrevivência dos três jornais parece ser já um jogo de vida ou morte, cujo desfecho pode não demorar muito a ser conhecido.

Na verdade, esse desfecho corre mesmo o risco de ser acelarado pela nova lei de apoio à comunicação social que o Governo Regional vai aprovar. Ao acabar com grande parte dos apoios à imprensa açoriana, Carlos César vai fechar a porta a muitos jornais pequenos. Resta saber se os faialenses conseguirão manter a sua aberta. E até quando!

Parabéns à Secundária da Horta!

A Escola Secundária Manuel de Arriaga venceu o primeiro prémio do concurso nacional de jornais escolares, com o jornal “Arauto”. O prémio diz respeito à categoria de escolas secundárias e profissionais e só prova que, quando se aplicam a sério, os nossos faialenses podem chegar ao topo. O título “Arauto” é já uma marca da escola, de tão velhinho que é, mas este prémio só significa que se pode renovar o que é antigo sem perder a identidade e, sobretudo, a qualidade.
O concurso em questão foi organizado pelo jornal “Público” e pelo Ministério da Educação e é, sem dúvida, uma excelente forma de promover a escrita, a criativadade e o sentido crítico dos nossos jovens estudantes. Se continuarem assim, pode ser que a imprensa faialense volte a ter razões para se orgulhar.

quinta-feira, 10 de novembro de 2005

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

Ratix

Adoptámos um rato.
Não havia uma vaca.
Podem brincar aí à vossa direita com o bicho.
hehe.

É preciso é...


... força de vontade!