Falando mais um pouco em ética política.
Não sou expert, mas posso dizer do pouco que sei.
Ética política é ter respeito pelos outros como pessoas que são, como nossos semelhantes com os mesmos direitos, o que implica saber refutar as suas ideias sem que se entre em cinismos ou guerrilhas que se sabem de antemão não levar a lado nenhum (isso não será uma con-versa, mas sim uma afirmação ou negação apriori do que o outro poderá ter para dar), ou seja, não é sinónimo de chamar nomes e tirar olhos aos outros «amigavelmente».
Ética política é ser-se correcto ou coerente/congruente em relação ao que nos propusemos, não é sinónimo de manipulação ou de maquiavelismo. Até o utilitarismo de Stuart Mill era ético.
Ética política é saber usar a liberdade de expressão ou de acção sem que se caia em libertinagem ou demagogia, pede-se consciência social. Em sociologia chamam a isto «densidade social» que é o grau de unidade material e moral duma sociedade, medida, ao mesmo tempo, pela concentração da população e pelo número de indivíduos que vivem a vida moral comum.
Ética política é não usar o argumento falacioso «Ad Hominem» que significa que quando, em vez de se procurar refutar a verdade de uma asserção, se ataca a pessoa que a faz. Explico, aqueles que utilizam o ataque ofensivo «Ad Hominem» procuram desacreditar ideias desacreditando a pessoa que as tem. O facto de um ataque falacioso com estas características ser despoletado por uma pergunta não falaciosa não altera em nada, como não alteraria mesmo que esta o fosse.
Há valores, meus caros, que por mais que se adulterem com as modas e/ou por consequência da época, acabam sempre por vir ao de cima, e em política uma carreira é construída sobre eles.
É uma escada que tem degraus de manteiga, até porque não há poder que dure para sempre, o poder é efémero.