O cheiro do mar tem um tempero que os cozinheiros desconhecem,
um sabor que os peixes mais apetitosos deixam apenas adivinhar,
um som que os cristais mais puros não são capazes de produzir.
O cheiro do mar é quente como o sol que tosta a pele,
deixando plantadas sementes de sal.
O cheiro do mar é um odor intenso e por vezes profundo,
como profunda é a mais longínqua escuridão,
perdida por entre montes submarinos
e placas de nenhuma existência.
O cheiro do mar, é apenas isso:
um cheiro. O mar é que é tudo o resto.
sexta-feira, 22 de julho de 2005
Música também é poesia
Explicar a razão porque se gosta deste tipo de música, ou deste tipo de poesia é um bocado complicado, mas existem certas músicas/poesias que ao ouvirmos sentimos uma inexplicável necessidade de acompanhar e/ou cantar em plenos pulmões (mais ou menos desafinados) e que no final nos fazem sorrir sem preconceitos nem razão.
Para todas um pouco de Adriana Partimpim, que de canhoto tem pouco!
Avião sem asa,
fogueira sem brasa, sou eu assim sem você...
futebol sem bola, piu-piu sem frajola, sou eu assim sem você...
porque é que tem que ser assim. Se o meu desejo não tem fim.
Eu te quero a todo o instante, nem mil altifalantes vão poder falar por mim.
Amor sem beijinho, bochecha sem claudinho, sou eu assim sem você...
Circo sem palhaço , namoro sem amaço, sou eu assim sem você...
Tou louca pra te ver chegar, tou louca para te ter nas mãos, deitar no teu abraço, retomar o pedaço que falta no meu coração.
Eu não existo longe de voce e a solidão é o meu pior castigo,
eu conto as horas pra poder te ver mas o relogio ta de mal comigo porque? porquee?!...
Nénem sem chupeta, romeu sem julieta, sou eu assim sem voce...
Carro sem estrada, queijo sem goiabada, sou eu assim sem voce...
Porque é que tem quer ser assim? Se o meu desejo não tem fim, eu te quero a todo o instante nem mil altifalantes vão poder falar por mim.
Eu não existo longe de voce e a solidão é o meu pior castigo,
eu conto as horas para poder te ver mas o relogio ta de mal comigo.
Eu não existo longe de voce e a solidão é o meu pior castigo,
eu conto as horas pra poder te ver mas o relogio ta de mal comigo.
Para todas um pouco de Adriana Partimpim, que de canhoto tem pouco!
Avião sem asa,
fogueira sem brasa, sou eu assim sem você...
futebol sem bola, piu-piu sem frajola, sou eu assim sem você...
porque é que tem que ser assim. Se o meu desejo não tem fim.
Eu te quero a todo o instante, nem mil altifalantes vão poder falar por mim.
Amor sem beijinho, bochecha sem claudinho, sou eu assim sem você...
Circo sem palhaço , namoro sem amaço, sou eu assim sem você...
Tou louca pra te ver chegar, tou louca para te ter nas mãos, deitar no teu abraço, retomar o pedaço que falta no meu coração.
Eu não existo longe de voce e a solidão é o meu pior castigo,
eu conto as horas pra poder te ver mas o relogio ta de mal comigo porque? porquee?!...
Nénem sem chupeta, romeu sem julieta, sou eu assim sem voce...
Carro sem estrada, queijo sem goiabada, sou eu assim sem voce...
Porque é que tem quer ser assim? Se o meu desejo não tem fim, eu te quero a todo o instante nem mil altifalantes vão poder falar por mim.
Eu não existo longe de voce e a solidão é o meu pior castigo,
eu conto as horas para poder te ver mas o relogio ta de mal comigo.
Eu não existo longe de voce e a solidão é o meu pior castigo,
eu conto as horas pra poder te ver mas o relogio ta de mal comigo.
quinta-feira, 21 de julho de 2005
Novo ataque em Londres
Os terroristas gostaram da brincadeira e resolveram atacar Londres outra vez. Desta vez, as bombas são mais pequenas, mas parece que já há mortos e feridos também. Será que isto nunca vai acabar?
quarta-feira, 20 de julho de 2005
"Cântico Negro"
Pois é, depois deste tempo todo, resolvi aproveitar uns diazinhos de férias antes do regresso a casa para voltar ao pasto. Um dia destes, eu e a minha irmazinha Li, após uma descida do Zêzere de kayak, resolvemos regressar aos nossos tempos áureos em que decorávamos e declamávamos poemas. Enquanto visitámos o Castelo de Almourol, íamos nós recitando poemas... Pois é, devem estar a pensar: "estas gajas não batem bem da tola!"... Pois não...
Um desse poemas, embora seja um pouco "negro", sempre me fascinou. E por isso, resolvi deixá-lo aqui...
"Vem por aqui - dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: Vem por aqui!
Eu olho-os com olhos lassos
(Há nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali....
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém!
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe.
Não, não vou por aí! Só vou por onde me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Porque me repetis: Vem por aqui?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo foi só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho de avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos;
Tendes livros, e tratados, e filósofos e sábios.
Eu tenho a minha loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah! Que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça defenições!
Ninguém me diga: Vem por aqui!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou.
Não sei para onde vou.
- Sei que não vou por aí!"
José Régio
(in "Poemas de Deus e do Diabo")
Um desse poemas, embora seja um pouco "negro", sempre me fascinou. E por isso, resolvi deixá-lo aqui...
"Vem por aqui - dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: Vem por aqui!
Eu olho-os com olhos lassos
(Há nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali....
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém!
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe.
Não, não vou por aí! Só vou por onde me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Porque me repetis: Vem por aqui?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo foi só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho de avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos;
Tendes livros, e tratados, e filósofos e sábios.
Eu tenho a minha loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah! Que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça defenições!
Ninguém me diga: Vem por aqui!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou.
Não sei para onde vou.
- Sei que não vou por aí!"
José Régio
(in "Poemas de Deus e do Diabo")
terça-feira, 19 de julho de 2005
Esta manada já tá toda de férias?
Dois meses depois, cá estou eu de novo para deixar a minha posta nesta casa. Com a anilha no dedo, a licença gozada e o trabalho em dia, parecem-me reunidas as condições para poder escrevinhar umas palavras a esta manada. Mas... Cadê ôces? Tá tudo de ferinhas é? Trocasteis os pastos verdejantes deste blogue pelas areia cinzenta de Porto Pim? Ou fosteis mesmo pastar para a Caldeira? E eu que pensava que a única desculpa aceitável era o excesso de trabalho! Deixem estar, que daqui a duas semanas já vos apanho! Mas, até lá... Bem, até lá, alguém tem de garantir uma boa posta de vez em quando, não é?
sexta-feira, 15 de julho de 2005
quarta-feira, 13 de julho de 2005
terça-feira, 12 de julho de 2005
Parabolescamente
Um dia, numa expedição, um cachorrinho começa a brincar entretido a caçar borboletas e quando se dá conta já está muito longe do grupo do safari. Nisto vê bem perto uma pantera a correr na sua direcção. Ao aperceber-se que a pantera o vai devorar, pensa rapidamente no que fazer. Vê uns ossos e um animal morto e põe-se a mordê-los. Entâo, quando a pantera está quase a atacá-lo, o cachorrinho diz: "Ah, estava deliciosa esta pantera que acabo de comer!"
A pantera pára bruscamente e desaparece apavorada pensando: "Que cachorro corajoso! Por pouco nao me comia também!"
Um macaco que estava numa árvore perto e que tinha assistido à cena, vai a correr atrás da pantera para lhe contar como foi enganada pelo cachorro. A pantera furiosa diz: "Maldito cachorro! Agora vamos ver quem come quem!" "Depressa!" - disse o macaco. "Vamos alcançá-lo."
O cachorrinho vê que a pantera vem de novo atrás dele com o macaco ás cavalitas e pensa... "O que faço agora?" O cachorrinho, em vez de fugir, senta-se de costas para a pantera como se não a visse e, quando esta está quase a atacá-lo, diz: "Raios partam o maldito macaco! Há meia hora que eu o mandei trazer-me outra pantera e ele ainda nao voltou!"
"Em momentos de crise, a imaginacao é mais importante que o conhecimento"
Albert Einstein
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