Como se eu não tivesse mais nada que fazer...
... fui aqui, por sugestão da Viúva Negra, ver qual era a musiqueta do meu dia de nascimento. Deixo aos curiosos a sugestão.
A minha: Queen - "Bohemian Rhapsody"
terça-feira, 10 de maio de 2005
segunda-feira, 9 de maio de 2005
SOMOS PERFEITAS!
SOMOS PERFEITAS!!! - Uma HOMENAGEM às mulheres
SOMOS PERFEITAS!!!
-Não ficamos carecas...
-Temos um dia internacional...
-Sentar de pernas fechadas não dói...
-Podemos usar tanto rosa quanto azul...
-Sempre sabemos que o filho é nosso...
-Temos prioridade em botes salva-vidas...
-Não pagamos a conta. No máximo rachamos...
-A programação da TV é 90% voltada pra nós...
-Somos os primeiros reféns a serem libertados...
-A idade não atrapalha nosso desempenho sexual...
-Podemos ir pro trabalho de bermudas e sandálias...
-Se somos traídas, somos vítimas; se traímos, eles são cornos...
-Podemos dormir com uma amiga sem sermos chamadas de lésbicas
-Somos capazes de prestar atenção em várias coisas ao mesmo tempo...
-Mulher de embaixador é embaixatriz; marido de embaixadora ñ é nada...
-Não nos desesperamos em frente a um campo de grama com 1 bola e 22 mulheres...
-Somos monogâmicas (embora precisemos testar vários homens pra achar um que valha a pena)
-Mulher de presidente é Primeira-Dama; marido de presidenta é um zero à esquerda, mesmo que ele seja de direita...
-Nosso cérebro dá conta do mesmo serviço, mesmo com 4 bilhões de neurônios a menos, ou seja, nossos neurônios são mais eficientes.
-Se resolvemos exercer profissões predominantemente masculinas, somos "pioneiras", mas se um homem resolve exercer uma profissão tipicamente feminina, é bicha...
-E por último: Fazemos tudo o que um homem faz, e de ..SALTO ALTO!
SOMOS UM SHOW!!!!!!!
SOMOS PERFEITAS!!!
-Não ficamos carecas...
-Temos um dia internacional...
-Sentar de pernas fechadas não dói...
-Podemos usar tanto rosa quanto azul...
-Sempre sabemos que o filho é nosso...
-Temos prioridade em botes salva-vidas...
-Não pagamos a conta. No máximo rachamos...
-A programação da TV é 90% voltada pra nós...
-Somos os primeiros reféns a serem libertados...
-A idade não atrapalha nosso desempenho sexual...
-Podemos ir pro trabalho de bermudas e sandálias...
-Se somos traídas, somos vítimas; se traímos, eles são cornos...
-Podemos dormir com uma amiga sem sermos chamadas de lésbicas
-Somos capazes de prestar atenção em várias coisas ao mesmo tempo...
-Mulher de embaixador é embaixatriz; marido de embaixadora ñ é nada...
-Não nos desesperamos em frente a um campo de grama com 1 bola e 22 mulheres...
-Somos monogâmicas (embora precisemos testar vários homens pra achar um que valha a pena)
-Mulher de presidente é Primeira-Dama; marido de presidenta é um zero à esquerda, mesmo que ele seja de direita...
-Nosso cérebro dá conta do mesmo serviço, mesmo com 4 bilhões de neurônios a menos, ou seja, nossos neurônios são mais eficientes.
-Se resolvemos exercer profissões predominantemente masculinas, somos "pioneiras", mas se um homem resolve exercer uma profissão tipicamente feminina, é bicha...
-E por último: Fazemos tudo o que um homem faz, e de ..SALTO ALTO!
SOMOS UM SHOW!!!!!!!
domingo, 8 de maio de 2005
Caos e Esplendor
[...] incorporámos o inferno no quotidiano do mais fascinante e atroz dos séculos. Basta passar em revista o imaginário deste fim de século - da ficção à música, do cinema ao teatro, da biologia à tecnologia - para ter uma ideia do ponto a que chegou um mundo onde o horror se tornou invisível, consumido como pura virtualidade, para ter uma ideia da metamorfose da cultura humana. Pode discutir-se se a desordem em que estamos mergulhados - desde a económica até à da legalidade e da ética - releva ou não, em sentido próprio, do conceito de caos. Do que não há dúvidas é de que o habitamos como se fosse o próprio esplendor.
Eduardo Lourenço in O Esplendor do Caos, Gradiva.
Ler mais aqui.
Droga
(...)Estamos assim na presença de uma dialéctica de dois paradigmas absolutamente opostos.
1 - Os que acreditam que a escravatura à droga é um caminho sem saída, defendendo a legalização do seu consumo, incentivando-o mesmo com a criação de "salas de chuto".
2 - Os que, por acreditarem que um indivíduo tem a capacidade de organizar um percurso independente e feliz, apostam decididamente no caminho da recuperação da sua dignidade, reforçando nele a preocupação da reconquista da consciência da autocensura como primeiro passo para a criação da tão almejada auto-estima, só possível com luta e nunca com permissividade.
Se a lei der cobertura a um caminho que na nossa perspectiva é claramente o errado, quais serão os valores que a sociedade aponta para o horizonte de um projecto de vida digno?É nosso entendimento que a lei não pode deixar de ser uma re- ferência de ética, fundamental e constitutiva de uma comunidade coesa e fraterna.
Emanuel Pinto Correia in Diário de Notícias [08.05.2005] a ler.
TIPOS DE HOMEM SEGUNDO AS MULHERES INFORMÁTICAS
HOMEM VIRUS: - Quando menos esperas, instala-se nos teus domínios e vai-se apoderando de todos os teus espaços. Se tentas desinstalá-lo vais perder muitas coisas; se não tentas, perdes todas.
HOMEM INTERNET: - É preciso pagar para lhe ter acesso.
HOMEM SERVIDOR: - Está sempre ocupado quando necessitas dele.
HOMEM WINDOWS: - Sabes que tem falhas, mas não podes viver sem ele.
HOMEM POWERPOINT: - Ideal para ser apresentado em festas e convenções.
HOMEM EXCEL: - Dizem que faz muitas coisas mas geralmente só o utilizamos para as quatro operações básicas.
HOMEM WORD : - Tem sempre uma surpresa reservada para ti e não existe, ninguém no mundo o compreende inteiramente.
HOMEM D.O.S.: - Todas o possuíram um dia, mas ninguém mais o quer agora.
HOMEM BACKUP: - Julgas que tem o suficiente, mas na hora do "vamos a ver" há sempre algo que falta.
HOMEM SCAN DISC: - Sabemos que é bom e que só quer ajudar, mas no fundo não sabe nada do que está a fazer.
HOMEM SCREENSAVER: - Não serve para nada, mas diverte-nos.
HOMEM PAINTBRUSH: - Puro adobe e nada de substância.
HOMEM RAM: - Aquele que esquece tudo logo que se desliga.
HOMEM DISCO RÍGIDO: - Lembra-se sempre de tudo.
HOMEM RATO: - Só funciona quando é arrastado.
HOMEM MULTIMÉDIA: - Faz tudo parecer bonito.
HOMEM UTILIZADOR: - Nunca faz nada bem e passa a vida a fazer perguntas.
HOMEM E-MAIL: - Em cada dez coisas que diz, nove são parvoíces.
(Eu, que não sou uma informática, fartei-me de aprender... e de rir! ) ... Smile! :)
HOMEM INTERNET: - É preciso pagar para lhe ter acesso.
HOMEM SERVIDOR: - Está sempre ocupado quando necessitas dele.
HOMEM WINDOWS: - Sabes que tem falhas, mas não podes viver sem ele.
HOMEM POWERPOINT: - Ideal para ser apresentado em festas e convenções.
HOMEM EXCEL: - Dizem que faz muitas coisas mas geralmente só o utilizamos para as quatro operações básicas.
HOMEM WORD : - Tem sempre uma surpresa reservada para ti e não existe, ninguém no mundo o compreende inteiramente.
HOMEM D.O.S.: - Todas o possuíram um dia, mas ninguém mais o quer agora.
HOMEM BACKUP: - Julgas que tem o suficiente, mas na hora do "vamos a ver" há sempre algo que falta.
HOMEM SCAN DISC: - Sabemos que é bom e que só quer ajudar, mas no fundo não sabe nada do que está a fazer.
HOMEM SCREENSAVER: - Não serve para nada, mas diverte-nos.
HOMEM PAINTBRUSH: - Puro adobe e nada de substância.
HOMEM RAM: - Aquele que esquece tudo logo que se desliga.
HOMEM DISCO RÍGIDO: - Lembra-se sempre de tudo.
HOMEM RATO: - Só funciona quando é arrastado.
HOMEM MULTIMÉDIA: - Faz tudo parecer bonito.
HOMEM UTILIZADOR: - Nunca faz nada bem e passa a vida a fazer perguntas.
HOMEM E-MAIL: - Em cada dez coisas que diz, nove são parvoíces.
(Eu, que não sou uma informática, fartei-me de aprender... e de rir! ) ... Smile! :)
sábado, 7 de maio de 2005
Tolerância
Grande arte é saber corrigir a tempo, oportunamente, abrindo uma porta; sem esmagar a pessoa mas ajudando a superar o erro. Quem sabe fazer esta distinção não deve ter medo de ter opinião, nem cai na ratoeira de se calar, dizendo que é tolerante.
A tolerância é com as pessoas, não com os actos.
Vasco Pinto de Magalhães, in Não Há Soluções, Há Caminhos
(Quando não há muito tempo sai uma citaçãozinha e 'tá bem bom)
sexta-feira, 6 de maio de 2005
Jeanny
Uma sugestão um pouco triste... Pessoal de 75, quem não se lembra da música Jeanny do cantor Falco? Encontrei-a por acaso quando andava à procura de algumas músicas do cantor.... (ex. Rock Me Amadeus) Podem não se lembrar mas, se ouvirem a música, lembram-se de certeza.
Esta música é sobre uma rapariga que comete o suicídio. Foi, na altura, proibida em alguns países por se suspeitar que tenha influenciado alguns adolescentes a cometer o suicídio.
Jeanny
Jeanny, komm, come on
Steh auf, bitte
Du wirst ganz naß
Schon spät, komm
Wir müssen weg hier
Raus aus dem Wald
Verstehst Du nicht?
Wo ist Dein Schuh
Du hast ihn verloren,
Als ich Dir den Weg zeigen mußte
Wer hat verloren?
Du, Dich?
Ich, mich?
Oder Oder wir uns?
Jeanny, quit livin' on dreams
Jeanny, life is not what it seems
Such a lonely little girl in a cold, cold world
There's someone who needs you
Jeanny, quit livin' on dreams
Jeanny, life is not what it seems
You're lost in the night
Don't wanna struggle and fight
There's someone who needs you
Es ist kalt
Wir müssen weg hier,
Komm.
Dein Lippenstift ist verwischt ~
Du hast ihn gekauft und
Und ich habe es gesehen
Zuviel Rot auf deinen Lippen
Und du hast gesagt "mach mich nicht an"
Aber du warst durschaut.
Augen sagen mehr als Worte
Du brauchst mich doch, hmmmh?
Alle wissen, daß wir zusammen sind
Ab heute Jetzt hör ich sie!
Sie kommen!
Sie kommen Dich zu holen.
Sie werden Dich nicht finden.
Niemand wird dich finden!!
Du bist bei mir.
Jeanny, quit livin' on dreams...
Newsflash:
In den letzen Monaten ist die Zahl
Der vermißten Personen dramatisch angestiegen
Die jüngste Veröffentlichung der lokalen Polizei-
Behörde berichtet von einem weiteren tragischen Fall.
Es handelt sich um ein neunzehnjähriges Mädchen,
Das zuletzt vor vierzehn Tagen gesehen wurde.
Die Polizei schließt die Möchligkeit nicht aus, daß es
sich hier um ein Verbrechen handelt.
Jeanny, quit livin' on dreams...
Esta música é sobre uma rapariga que comete o suicídio. Foi, na altura, proibida em alguns países por se suspeitar que tenha influenciado alguns adolescentes a cometer o suicídio.
Jeanny
Jeanny, komm, come on
Steh auf, bitte
Du wirst ganz naß
Schon spät, komm
Wir müssen weg hier
Raus aus dem Wald
Verstehst Du nicht?
Wo ist Dein Schuh
Du hast ihn verloren,
Als ich Dir den Weg zeigen mußte
Wer hat verloren?
Du, Dich?
Ich, mich?
Oder Oder wir uns?
Jeanny, quit livin' on dreams
Jeanny, life is not what it seems
Such a lonely little girl in a cold, cold world
There's someone who needs you
Jeanny, quit livin' on dreams
Jeanny, life is not what it seems
You're lost in the night
Don't wanna struggle and fight
There's someone who needs you
Es ist kalt
Wir müssen weg hier,
Komm.
Dein Lippenstift ist verwischt ~
Du hast ihn gekauft und
Und ich habe es gesehen
Zuviel Rot auf deinen Lippen
Und du hast gesagt "mach mich nicht an"
Aber du warst durschaut.
Augen sagen mehr als Worte
Du brauchst mich doch, hmmmh?
Alle wissen, daß wir zusammen sind
Ab heute Jetzt hör ich sie!
Sie kommen!
Sie kommen Dich zu holen.
Sie werden Dich nicht finden.
Niemand wird dich finden!!
Du bist bei mir.
Jeanny, quit livin' on dreams...
Newsflash:
In den letzen Monaten ist die Zahl
Der vermißten Personen dramatisch angestiegen
Die jüngste Veröffentlichung der lokalen Polizei-
Behörde berichtet von einem weiteren tragischen Fall.
Es handelt sich um ein neunzehnjähriges Mädchen,
Das zuletzt vor vierzehn Tagen gesehen wurde.
Die Polizei schließt die Möchligkeit nicht aus, daß es
sich hier um ein Verbrechen handelt.
Jeanny, quit livin' on dreams...
quinta-feira, 5 de maio de 2005
A Opereta do Hospital do Algarve
Há dias em que a política me enoja. Não falo da verdadeira política, aquela que traça caminhos, escolhe desafios e estabelece objectivos. Falo da outra, aquela que elege a intriga como arma de conquista do poder, a mentira como forma de seduzir o eleitorado e a divisão como caminho para reinar.
A polémica em torno da construção hospital central do Algarve, que num minuto vai avançar e no minuto seguinte já não vai, ou vice-versa, é um exemplo do pior que se pode ver na nossa moderna democracia. Sócrates prometeu o hospital em campanha eleitoral. Correia de Campos anunciou publicamente que a construção não avançava. A população protestou, liderada pelo social-democrata Macário Correia, e logo Sócrates se apressou a dizer que o avanço do hospital nunca esteve em questão, só os estudos é que não foram feitos pelo anterior Governo, por isso a construção vai demorar um pouco mais...
Com sorte, só na próxima legislatura, se os algarvios deixarem o assunto morrer. Ou talvez até avance nesta, se for a única forma de calar o autarca da oposição, independentemente do ministro entendido em saúde desaconselhar. Se calhar, Correia de Campos até se demite por causa disto. Mas não sejamos ingénuos! Isso seria o fim da telenovela, que assim mais pareceria venuzuelana do que portuguesa.
O mais provável, é que novos capítulos se estejam a preparar. Quer-me parecer que nenhum dos lados vai abdicar de fazer render o peixe enquanto puder e os telejornais ajudarem. Certo, certo, é que se adivinham intrigas da mais baixas, mentiras das mais sedutoras e grandes divisões. O cenário ideal para entrarem em acção os “Fantasmas da Opereta”, primorosamente descritos por Paulo Baldaia, num artigo do Diário de Notícias publicado a 16 de Abril.
Nesse artigo, o editor executivo do DN, especialista em assuntos de política, dizia que “vivemos num país assombrado”, onde a política é feita “num jogo de sombras em que manda menos quem aparece e mais quem está escondido”. Resta saber quem é o fantasma que vai dominar esta opereta/telenovela, recheada de actores de série B, cantores desafinados e maestros sem ouvido. O sucesso na bilheteira é que já está garantido. Como em qualquer opereta de qualidade duvidosa, devidamente anunciada pela televisão!
A polémica em torno da construção hospital central do Algarve, que num minuto vai avançar e no minuto seguinte já não vai, ou vice-versa, é um exemplo do pior que se pode ver na nossa moderna democracia. Sócrates prometeu o hospital em campanha eleitoral. Correia de Campos anunciou publicamente que a construção não avançava. A população protestou, liderada pelo social-democrata Macário Correia, e logo Sócrates se apressou a dizer que o avanço do hospital nunca esteve em questão, só os estudos é que não foram feitos pelo anterior Governo, por isso a construção vai demorar um pouco mais...
Com sorte, só na próxima legislatura, se os algarvios deixarem o assunto morrer. Ou talvez até avance nesta, se for a única forma de calar o autarca da oposição, independentemente do ministro entendido em saúde desaconselhar. Se calhar, Correia de Campos até se demite por causa disto. Mas não sejamos ingénuos! Isso seria o fim da telenovela, que assim mais pareceria venuzuelana do que portuguesa.
O mais provável, é que novos capítulos se estejam a preparar. Quer-me parecer que nenhum dos lados vai abdicar de fazer render o peixe enquanto puder e os telejornais ajudarem. Certo, certo, é que se adivinham intrigas da mais baixas, mentiras das mais sedutoras e grandes divisões. O cenário ideal para entrarem em acção os “Fantasmas da Opereta”, primorosamente descritos por Paulo Baldaia, num artigo do Diário de Notícias publicado a 16 de Abril.
Nesse artigo, o editor executivo do DN, especialista em assuntos de política, dizia que “vivemos num país assombrado”, onde a política é feita “num jogo de sombras em que manda menos quem aparece e mais quem está escondido”. Resta saber quem é o fantasma que vai dominar esta opereta/telenovela, recheada de actores de série B, cantores desafinados e maestros sem ouvido. O sucesso na bilheteira é que já está garantido. Como em qualquer opereta de qualidade duvidosa, devidamente anunciada pela televisão!
quarta-feira, 4 de maio de 2005
«A Senhora dos Açores»
A escritora italiana Romana Petri acabou de lançar um novo livro em Portugal. “Os Pais dos Outros” é um livro de contos dramático, sobre a violência entre pais e filhos. Vai daí que toda a imprensa nacional aproveitou para falar do lançamento. Só na última semana, multiplicaram-se as entrevistas à autora, durante a sua passagem por Portugal. Em quase todas elas, foi notório desconhecimento que os jornalistas tinham da obra da autora e do seu fascínio pelos Açores...
A verdade é que Romana Petri ficou obcecada pelos Açores quando leu “A Mulher de Porto Pim” – esse grande pequeno livro de António Tabucchi – e não descansou enquanto não veio conhecer as ilhas. De uma longa temporada passada na ilha do Pico, nasceu um livro, a que chamou “A Senhora dos Açores” e que a crítica italiana distinguiu com o Prémio Grinzane Cavour.
«No dia anterior não tinha reparado, talvez devido ao mau tempo, mas agora, que fazia sol, vi uma paisagem de rara beleza, parecia uma terra do fogo que por brincadeira tinham posto a flutuar no oceano.» Expressões como esta multiplicam-se na obra da autora, que entre nós está publicada pela editora Cavalo de Ferro, que fez o favor de a revelar a Portugal. A tradução do livro para português não é perfeita (chama angélica à espirituosa angelica e chama-rita à nossa tradicional chamarrita), mas isso é de somenos importância perante a descrição que a obra faz das vivências profundas do Pico, onde as pessoas «vivem no tempo de uma paz que nunca existiu». É uma viagem a um outro mundo, que quase nos esquecemos que ainda existe.
Recomendo «A Senhora dos Açores» especialmente a quem não tem medo de fantasmas, nem tão pouco da alma humana. Neste livro, a solidão tem o peso que a lava lhe dá.
A verdade é que Romana Petri ficou obcecada pelos Açores quando leu “A Mulher de Porto Pim” – esse grande pequeno livro de António Tabucchi – e não descansou enquanto não veio conhecer as ilhas. De uma longa temporada passada na ilha do Pico, nasceu um livro, a que chamou “A Senhora dos Açores” e que a crítica italiana distinguiu com o Prémio Grinzane Cavour.
«No dia anterior não tinha reparado, talvez devido ao mau tempo, mas agora, que fazia sol, vi uma paisagem de rara beleza, parecia uma terra do fogo que por brincadeira tinham posto a flutuar no oceano.» Expressões como esta multiplicam-se na obra da autora, que entre nós está publicada pela editora Cavalo de Ferro, que fez o favor de a revelar a Portugal. A tradução do livro para português não é perfeita (chama angélica à espirituosa angelica e chama-rita à nossa tradicional chamarrita), mas isso é de somenos importância perante a descrição que a obra faz das vivências profundas do Pico, onde as pessoas «vivem no tempo de uma paz que nunca existiu». É uma viagem a um outro mundo, que quase nos esquecemos que ainda existe.
Recomendo «A Senhora dos Açores» especialmente a quem não tem medo de fantasmas, nem tão pouco da alma humana. Neste livro, a solidão tem o peso que a lava lhe dá.
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