Shortest Fairy Tale Ever
Once upon a time a guy asked a girl: "will you marry me?"
She said: "No"
And the guy lived happily ever after.
sexta-feira, 22 de abril de 2005
Flash
"Nós gostamos de dizer mal pelas costas e bem pela frente. Nós gostamos de ser amigos de toda a gente e de não gostar de ninguém. Nós gostamos de ser manhosos e, passe a palavra (...), gostamos de ser merdosos. E eu não gosto disso. É um lado da alma portuguesa que me irrita profundamente."
José Miguel Júdice, Diário de Noticias em 2005-04-22
Via O Ser e o Nada, do Pico
José Miguel Júdice, Diário de Noticias em 2005-04-22
Via O Ser e o Nada, do Pico
quinta-feira, 21 de abril de 2005
Para uma baixinha muito brava
Porque hoje é um dia especial para a baixinha do nosso coração (que apesar de não ser membro oficial do clube das bravas, sempre o foi de coração), ocorreu-me deixar aqui um poema de Vinicius de Moraes que diz tudo o que lhe poderiamos desejar de bom.
«Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exacta para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer,
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso contínuo é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outros sim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afectos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.»
Feliz aniversário, Flávia!
«Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exacta para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer,
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso contínuo é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outros sim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afectos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.»
Feliz aniversário, Flávia!
quarta-feira, 20 de abril de 2005
Mundividências
Nos primeiros tempos da dança dos blogs - já não sei como nem porquê - fui ao encontro dum blog que me marcou bastante. Como debutante que era então, a curiosidade impelia-me a navegar por todo o lado, deixava-me levar por espirais de nicks que me íam transportando para a mente de outras pessoas, e tal como bons livros que se folheiam, entrava em outros mundos.
Sempre gostei de escritas fortes, daquelas que dizem muito com poucas palavras. De escritas que conseguem transpôr a alma da pessoa com toda a profundidade. Daquelas que remetem para a simbologia da força do mundo. Daquelas que tem em si tanta vitalidade como a própria vida. Daquelas onde se percebe que foram extraídas a ferro e fogo num mergulho a si mesmo.
O Rodrigo, um anónimo para mim, tinha tudo isso.
Hoje voltei a lê-lo e voltei a sentir o mesmo encanto de outrora. Não foi só do meu entusiasmo, ele tinha uma pontinha do que os gregos chamavam de Daimon, uma espécie de géniozinho interior vivaço que corrói até sair cá para fora. Deixou a blogosfera desiludido há uns tempos. "Encontrei-o" precisamente quando o estava a fazer, mandei-lhe um email e continuámos a trocar ideias durante bastante tempo. Pelo seu cantinho já entendem um pouco do que escrevo.
Deixo como sugestão o seu blog: O emergir vespertino da quotidiana esterilidade... a quem tenha alguma paciência e tempo para leituras um pouco mais sérias que o nosso Bravo blog.
Quero!
"Gerês, 23 de Agosto de 1942 --- Não queira coisas impossíveis, --- dizia-me hoje uma mulherzinha que andava na serra à lenha, quando eu tentava subir a uma penedia inacessível.
- Quero, quero! --- respondi-lhe, obstinado.
Ela então olhou-me com uns doces olhos de ovelha tosquiada pela vida, e sorriu melancolicamente. Depois, pôs o molho à cabeça e partiu.
E eu fiquei-me o resto da tarde ali, a ver cair o sol e a pensar em que sonho irrealizável teria aquela alma simples posto um dia o desejo, para com a sua desilusão formular uma frase tão carregada de renúncia e amargura."
Miguel Torga, Diário
Roubo de ideias
[Embora seja um blogue que não costumo frequentar, fiz uma visita curiosa ao Barnabé.
Num post assinado por Celso Martins, o visitante é convidado a estabelecer o melhor perfil para o sucessor de João Paulo II. Na caixa de respostas deparei-me com um curioso comentário, cripticamente assinado por “Caznocrat”, em que o autor se expressava da seguinte forma: “Em relação aos "comentaristas" que anseiam por um Papa que não condene o aborto, abençoe os casamentos homossexuais, permita o sacerdócio às mulheres, acabe com o celibato dos padres, etc… há uma coisa que me intriga: são crentes católicos?Se são, merecem a minha mais sincera compaixão.Se não são, tenham juízo. Como ateu já chegam os problemas que tenho, não sinto necessidade de me intrometer em questões que não me afectam, nem me dizem respeito.”]
Retirado d'O Velho da Montanha
Dêem lá um pulinho e leiam o texto na íntegra, vale a pena.
Num post assinado por Celso Martins, o visitante é convidado a estabelecer o melhor perfil para o sucessor de João Paulo II. Na caixa de respostas deparei-me com um curioso comentário, cripticamente assinado por “Caznocrat”, em que o autor se expressava da seguinte forma: “Em relação aos "comentaristas" que anseiam por um Papa que não condene o aborto, abençoe os casamentos homossexuais, permita o sacerdócio às mulheres, acabe com o celibato dos padres, etc… há uma coisa que me intriga: são crentes católicos?Se são, merecem a minha mais sincera compaixão.Se não são, tenham juízo. Como ateu já chegam os problemas que tenho, não sinto necessidade de me intrometer em questões que não me afectam, nem me dizem respeito.”]
Retirado d'O Velho da Montanha
Dêem lá um pulinho e leiam o texto na íntegra, vale a pena.
terça-feira, 19 de abril de 2005
Para as bravas da geração de 75
Queridas bravas à beira dos 30,
Não posso negar que passar a ter um 3 na idade (como diria a nossa amiga Mimosa), é estranho. Acho que hoje até até acordei uns minutos antes das 7h35 (hora a que o mundo teve o privilégio de me receber) para ver se sentia a idade passar. Mas a verdade é que nada mudou desde a última madrugada.
Posto isto, sinto muito-me bem com os 30 anos fresquinhos, apesar de alguns anos pesarem a dobrar (ou a triplicar) e outros terem passado quase sem deixar marca.
Chegar aos 30 é mais ao menos como chegar aos vinte. Só custa habituarmo-nos ao número. Tudo resto, vem com um sabor mais apurado e muito melhor apreciado. Por isso, não se assustem, que a idade só pesa a quem não a quer carregar.
Um brinde às almas que não envelhecem, que é como quem diz, um brinde às bravas da geração de 75!
Não posso negar que passar a ter um 3 na idade (como diria a nossa amiga Mimosa), é estranho. Acho que hoje até até acordei uns minutos antes das 7h35 (hora a que o mundo teve o privilégio de me receber) para ver se sentia a idade passar. Mas a verdade é que nada mudou desde a última madrugada.
Posto isto, sinto muito-me bem com os 30 anos fresquinhos, apesar de alguns anos pesarem a dobrar (ou a triplicar) e outros terem passado quase sem deixar marca.
Chegar aos 30 é mais ao menos como chegar aos vinte. Só custa habituarmo-nos ao número. Tudo resto, vem com um sabor mais apurado e muito melhor apreciado. Por isso, não se assustem, que a idade só pesa a quem não a quer carregar.
Um brinde às almas que não envelhecem, que é como quem diz, um brinde às bravas da geração de 75!
Parabens ElBravinha
Parabéns á nossa vaca trintona que como boa vaca que é está a entrar nos 30 com a cabeça erguida e as patas no ar!!! Por acaso nem por isso, mas isso agora não interessa nada!
Como alguém disse uma vez, as almas não tem idade, por isso vais ter para sempre a idade de uma menina traquina que batia nos rapazes no Largo da Républica e era maria rapaz!
Com a certeza que daqui a uns meses vou estar com depresão pós-trinta tal como tu!!!! Assim como a maioria das outras vacas deste blog!!!!
Muitos, mas mesmos muitos jinhos de parabéns e boa entrada nos GRANDES 30, 30, 30, 30, 30, 30, 30, 30, 30, 30, 30, 30, 30 - Já estás traumatizada?
Como alguém disse uma vez, as almas não tem idade, por isso vais ter para sempre a idade de uma menina traquina que batia nos rapazes no Largo da Républica e era maria rapaz!
Com a certeza que daqui a uns meses vou estar com depresão pós-trinta tal como tu!!!! Assim como a maioria das outras vacas deste blog!!!!
Muitos, mas mesmos muitos jinhos de parabéns e boa entrada nos GRANDES 30, 30, 30, 30, 30, 30, 30, 30, 30, 30, 30, 30, 30 - Já estás traumatizada?
segunda-feira, 18 de abril de 2005
Homem Culto
O que é um homem culto?
É aquele que:
1º - Tem consciência da sua posição no cosmos e, em particular, na sociedade a que pertence;
2° - Tem consciência da sua personalidade e da dignidade que é inerente à existência como ser humano;
3° - Faz do aperfeiçoamento do seu ser interior a preocupação máxima e fim último da vida.
Ser-se culto não implica ser-se sábio; há sábios que não são homens cultos e homens cultos que não são sábios; mas o que o ser culto implica, é um certo grau de saber, aquele precisamente que fornece uma base mínima para a satisfação das três condições enunciadas.
(...)
Como se põe então agora a questão das elites? Evidentemente que o cultivo e progresso da ciência, bem como a sua aplicação à vida corrente da sociedade, hão-de ser sempre obra de grupos especializados - prospectores e realizadores; chamemos-lhe elites, se assim o quiserem - existem e existirão, como existem e existirão as elites das outras profissões e actividades.
Mas o que não deve nem pode ser monopólio de uma elite, é a cultura; essa tem de reivindicar-se para a colectividade inteira, porque só com ela pode a humanidade tomar consciência de si própria, ditando a todo o momento a tonalidade geral da orientação às elites parciais.
Bento de Jesus Caraça, in Cultura Integral do Indivíduo.
Via Professorices
sábado, 16 de abril de 2005
Pós-Caos: A Fénix
Cá estou novamente. Afinal nem deu para terem saudades minhas amiguinhos. Foi só um dia para vocês, mas foi uma eternidade para mim. No entanto poupei-vos dum sofrimento desnecessário... depois digam que não sou amiga! ;)
Um pouco mais a sério, estou tristinha. Tinha tantas coisas no meu pc que sei que nunca mais as vejo, trabalho pró brejo, é o que é. Agora este pobrinho está vazio como o cérebro duma galinha. Azares pedidos.
Seja o que fôr, quero é pedir-vos de novo os vossos contactos. Especialmente com quem comunico nos backgrounds. Os que têm messenger não é preciso mandarem, esses mantêm-se, não foram à vida, uff.
O meu email está no lugar do costume e obrigadinho a todos desde já.
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