Há dias li uma crónica sobre o eternamente polémico tema da eutanásia, as doenças e a história de Romeu e Julieta, e achei que seria interessante partilhá-lo com vocês. Neste momento devem estar a pensar: o que tem a eutanásia a ver com Romeu e Julieta?? Leiam e vão ficar a saber...
“O drama de Terry Schiavo, a americana em situação de paralisia cerebral a quem os tribunais – contra a vontade dos pais e “defensores da vida”, um vasto leque que vai desde a Igreja Católica ao presidente George Bush e à maioria protestante do Congresso americano – concederam o direito de “não viver indignamente”, que é como quem diz, de morrer, suscitou um profundo e emocional debate sobre o que é a vida, a doença, e o direito de cada um a dispor de si próprio. Metafísicas à parte, isto é, pondo de lado a natureza divina da vida, que é um argumento que vale apenas para quem acredita que a vida é um milagre, a questão mais interessante é perceber de que modo a ciência e a medicina estão a modificar radicalmente a experiência humana. Ao contrário da tradição oriental, que acredita na reincarnação e encara a vida individual não como uma coisa única e irrepetível mas como um episódio apenas de um contínuo eterno, visto que o indivíduo não morre, apenas muda de corpo, a tradição judaico-cristã (e muçulmana) ensinou-nos a sofrer com resignação e coragem a travessia pela terra, o vale de lágrimas, na esperança de ressuscitar um dia e merecer a vida eterna no céu.
Graças à medicina, e ao crescente cepticismo sobre a vida no outro mundo, as pessoas estão menos dispostas a sofrer e muito menos a morrer, e cada vez mais se encara como um direito natural, que o Estado e o Serviço Nacional de Saúde têm de providenciar, atravessar o vale de lágrimas bíblico e chegar ao fim vivo e de boa saúde. Terry Schiavo, se não estivesse a ser alimentada artificialmente já teria morrido de morte natural há 17 anos. Sem a penicilina, os antibióticos, as vacinas, os transplantes, os “pacemakers”, as máquinas de diálise e toda a parafernália de maquinaria que é hoje indispensável em qualquer centro de saúde, e cujo custo é cada vez maior e incontrolável, uma grande parte dos portugueses já teria entregue a alma ao criados. A esperança média de vida aumentou 30 anos num século graças à alimentação, ao saneamento básico e aos médicos.
Cada vez mais o normal não é estar de boa saúde mas estar doente. Em Portugal, os dias perdidos no trabalho por doença ultrapassam os dez milhões, e seriam muito mais se uma quantidade interminável de novas maleitas justificassem a “baixa”. Os portugueses são dos maiores consumidores europeus de anti-depressivos e pílulas para dormir, acompanhando a nova tendência da medicina para considerar os estados de espírito ou maneiras de ser como situações clínicas. A vergonha e a timidez, por exemplo, chamam-se agora “fobias sociais”, e podem-se tratar, não com uns copos e um jantar com amigos, mas com pílulas receitadas por médicos e comparticipadas pelo Estado. Desde que Dr.Freud, o charlatão de Viena, descobriu as doenças da alma, que a indústria farmacêutica descobriu novas maneiras de ganhar dinheiro à custa do feitio de cada um. A paixão infeliz, ou o mal de amor, são já catalogados pelos psiquiatras como “uma doença genuína que necessita de diagnóstico”. Morrer de amor está em vias de deixar de ser um exagero poético para ser uma situação clínica. Romeu e Julieta não morreram por amor. A acreditar nos psiquiatras, estando apaixonados, o que eles tinham era uma doença terminal. Não se suicidaram, exerceram o seu direito à eutanásia.”
José Júdice, in “Metro”, 29/03/05
domingo, 10 de abril de 2005
sábado, 9 de abril de 2005
A Imagem dos Políticos
Agora vamos falar um pouco mais a sério.
Se há conversa que ande na boca de qualquer pessoa, assuma-se a pessoa como «política» ou não, é a questão da imagem dos políticos, ou melhor, o que eles representam, representavam ou deveriam representar.
Goste-se ou não da «classe», esta a todos incomoda por igual, e faz todo o sentido que assim seja, já que são estes quem nos representa.
Nesta matéria todos criticamos - mais para mal do que para bem - mas a questão é que não sabemos se faríamos melhor, porque não estamos simplesmente no lugar deles. Não sejemos idealistas exacerbados.
Se há conversa que ande na boca de qualquer pessoa, assuma-se a pessoa como «política» ou não, é a questão da imagem dos políticos, ou melhor, o que eles representam, representavam ou deveriam representar.
Goste-se ou não da «classe», esta a todos incomoda por igual, e faz todo o sentido que assim seja, já que são estes quem nos representa.
Nesta matéria todos criticamos - mais para mal do que para bem - mas a questão é que não sabemos se faríamos melhor, porque não estamos simplesmente no lugar deles. Não sejemos idealistas exacerbados.
Acabamos por ser treinadores de bancada - com bastante influência, claro está, mas isso não nos dá o direito de humilharmos e trazermos a vida pessoal de cada um ao barulho. Dá-nos apenas o direito de participar na vida política indirectamente.
Todos os políticos são pessoas como nós - falíveis, mas chegou-se a um ponto patético de se falar dos políticos como se fossem deuses maléficos e maquiavélicos. Uns corruptos, uns procuradores de tachos, uns espertalhaços que tiveram sorte pelo paizinho ou pela mãezinha, uns isto e outros aquilo.
Pode haver desses e há desses, todos sabemos disso, há gente para tudo e aqui também não há excepções. Mas é importante que se tenha cuidado a falar da «classe» quando nos referimos a um ou dois (ou 50), pois nem todos são iguais. Se há incómodo em particular, aponte-se o dedo à pessoa e dê-se a cara com conhecimento de causa e faça-se justiça, afinal isto é ou não é uma democracia? Anda tudo a rosnar baixinho porque não é conveniente ladrar à mesa, depois então não se queixem de levar dentadas.
Há muito boa gente competente na nossa sociedade, capaz e inteligente, que não pertence a partido nenhum - quiçá hipoteticamente, porque ouça a conversa de todos os dias - e talvez, como consequência, retrai-se de dar a sua participação. A verdadeira participação que poderia vir a alterar muita coisa e nomeadamente a imagem que se tem actualmente dos políticos. Assim cai-se mesmo em descrédito meus amigos, porque não, se nem em si mesmos acreditam!?
Quem tenha convicções ideológicas, concretas, mais ou menos, ou assim assim, e que pensa ser capaz de fazer melhor ou de dar apenas um sério contributo, que tente fazê-lo. Não duvido que hajam bastantes potenciais escondidos de todas as cores. Pelo contrário, quem não goste da actividade e não ache nada, não está a decidir nem a participar, está só a resistir e portanto, que se limite a não estragar.
Os partidos são associações como outras quaisquer, compostas por pessoas como nós, e estão de portas abertas a todos, que se perca de vez a triste imagem de inacessibilidade à participação da sociedade. Queremos todos mudanças em geral, não queremos? Então estamos à espera de quê? Das notícias e da informação de rodapé para ir ao tasquedo do Sr. João verborrear que a situação actual está má? Com sorte estará lá um olheiro político que o reconheça, não?
Engane-se quem pense que pertencer a um partido é condicionar o livre espírito de pensar.
A liberdade vive-se apenas quando começa dentro de nós.
O Homem das 3 Namoradas
Um homem tinha três namoradas e não sabia com qual delas deveria casar.
Resolveu então fazer um teste, para ver qual estava mais apta a ser a sua mulher. Tirou 15 mil euros do banco, deu 5 mil para cada uma e disse:
-Gastem como que quiserem.
A primeira foi ao shopping e comprou roupas, jóias, foi ao cabeleireiro, salão de beleza, etc. Voltou para o homem e disse:
-Gastei todo o teu dinheiro para ficar mais bonita para ti, para te agradar. Tudo isso porque te amo.
A segunda foi ao mesmo shopping, comprou roupas para ele, um cd player, uma televisão ecran plano, dois pares de ténis para jogar basquetebol e futebol, tacos de golfe e filmes porno. Voltou para o homem e disse:
-Gastei todo o teu dinheiro para te fazer mais feliz e te agradar. Tudo isso porque te amo.
A terceira pegou no dinheiro e aplicou em acções. Em três dias duplicou o investimento, devolveu os 5 mil euros ao homem e disse:
-Apliquei o teu dinheiro e ganhei o meu. Agora posso fazer o que quiser com o meu dinheiro. Tudo isso porque te amo.
Então o homem pensou, pensou....
Pensou...
Pensou...
Pensou...
Pensou...
Pensou...
Pensou...
Pensou...
Pensou...
E casou com aquela que tinha as mamas mais fixes!
sexta-feira, 8 de abril de 2005
Sabedoria infantil
A idade certa para casar
"Aos oitenta e quatro anos, porque nesta idade já não precisamos de trabalhar e podemos passar o dia inteiro a namorar com a outra pessoa."
Júlia - 8 anos
"Eu vou-me casar assim que sair do infantário."
Tomás - 5 anos
Solteiro ou casado?
"As raparigas devem ficar solteiras. Os rapazes devem casar-se para terem alguém que lhes limpe a roupa e lhes faça a comida."
Catarina - 9 anos
"Fico com dor de cabeça só de pensar nesse assunto. Sou muito pequena para pensar nesses problemas."
Lina - 9 anos
"Uma das pessoas deve saber preencher um cheque. Mesmo que haja muito amor, é sempre necessário pagar as contas."
Eva - 8 anos
Manter uma relação
"Passar a maior parte do tempo a namorar em vez de irmos trabalhar."
Tomás - 7 anos
"Não esquecer o nome da namorada. Isso estragava tudo! "
Ricardo - 8 anos
"Pôr o lixo lá fora todos os dias."
Guilherme - 5 anos
"Nunca dizer a uma pessoa que se gosta dela se não for verdade."
Pedro - 9 anos
Beleza
"Não tem a ver com sermos bonitos ou não. Eu sou bonito e ainda não encontrei ninguém para casar comigo."
Ricardo - 7 anos
Tácticas infalíveis
"Diz a toda a gente o quanto gostas dela. E não te importes se os pais dela estiverem ao pé."
Manuel - 8 anos
"Levá-la a comer batatas fritas costuma funcionar."
Bernardo - 9 anos
"Eu gosto de hambúrgueres e também gosto de ti."
Luís - 6 anos
"Abanamos as ancas e rezamos para que tudo corra pelo melhor."
Carla - 9 anos
Amor
"O amor é a melhor coisa que existe no mundo. Mas o futebol ainda é melhor!"
Guilherme - 8 anos
"Sou a favor do amor, desde que ele não aconteça quando estão a dar desenhos animados."
Ana - 6 anos
"O amor encontramos mesmo quando nós tentamos nos esconder dele. Eu fujo dele desde os 5 anos mas as raparigas conseguem sempre encontrar-me."
Nuno - 8 anos
"O amor é a loucura. Mas quero experimentar um dia."
Fábio - 9 anos
"Aos oitenta e quatro anos, porque nesta idade já não precisamos de trabalhar e podemos passar o dia inteiro a namorar com a outra pessoa."
Júlia - 8 anos
"Eu vou-me casar assim que sair do infantário."
Tomás - 5 anos
Solteiro ou casado?
"As raparigas devem ficar solteiras. Os rapazes devem casar-se para terem alguém que lhes limpe a roupa e lhes faça a comida."
Catarina - 9 anos
"Fico com dor de cabeça só de pensar nesse assunto. Sou muito pequena para pensar nesses problemas."
Lina - 9 anos
"Uma das pessoas deve saber preencher um cheque. Mesmo que haja muito amor, é sempre necessário pagar as contas."
Eva - 8 anos
Manter uma relação
"Passar a maior parte do tempo a namorar em vez de irmos trabalhar."
Tomás - 7 anos
"Não esquecer o nome da namorada. Isso estragava tudo! "
Ricardo - 8 anos
"Pôr o lixo lá fora todos os dias."
Guilherme - 5 anos
"Nunca dizer a uma pessoa que se gosta dela se não for verdade."
Pedro - 9 anos
Beleza
"Não tem a ver com sermos bonitos ou não. Eu sou bonito e ainda não encontrei ninguém para casar comigo."
Ricardo - 7 anos
Tácticas infalíveis
"Diz a toda a gente o quanto gostas dela. E não te importes se os pais dela estiverem ao pé."
Manuel - 8 anos
"Levá-la a comer batatas fritas costuma funcionar."
Bernardo - 9 anos
"Eu gosto de hambúrgueres e também gosto de ti."
Luís - 6 anos
"Abanamos as ancas e rezamos para que tudo corra pelo melhor."
Carla - 9 anos
Amor
"O amor é a melhor coisa que existe no mundo. Mas o futebol ainda é melhor!"
Guilherme - 8 anos
"Sou a favor do amor, desde que ele não aconteça quando estão a dar desenhos animados."
Ana - 6 anos
"O amor encontramos mesmo quando nós tentamos nos esconder dele. Eu fujo dele desde os 5 anos mas as raparigas conseguem sempre encontrar-me."
Nuno - 8 anos
"O amor é a loucura. Mas quero experimentar um dia."
Fábio - 9 anos
Prémio Pulitzer de Poesia
After Years
Today, from a distance, I saw you
Today, from a distance, I saw you
walking away, and without a sound
the glittering face of a glacier
slid into the sea. An ancient oak
fell in the Cumberlands, holding only
a handful of leaves, and an old woman
scattering corn to her chickens looked up
for an instant. At the other side
of the galaxy, a star thirty-five times
the size of our own sun exploded
and vanished, leaving a small green spot
on the astronomer's retina
as he stood on the great open dome
of my heart with no one to tell.
Ted Kooser
(Abençoado pela Bravíssima C-Angel, a nossa crítica principal, que anda atarefadíssima e sem oportunidade de postar.)
quinta-feira, 7 de abril de 2005
Ser ilhéu
No seu «Primeiro Corso», resultado de um regresso às ilhas, Vitorino Nemésio escreveu: «Tudo, para o ilhéu, se resume em longitude e apartamento. A solidão é o âmago do que está separado e distante.» A frase é linda, mas muito triste. Deixa no ar um peso mais trágico do que aquele que bruma merece. Para mim, a solidão das ilhas pode ser leve. É ela que me permite verdadeiramente disfrutar do que me rodeia, apreciando os pormenores e os comportamentos, bebendo as paisagens e deixando voar as emoções. Para mim, a solidão do ilhéu resume-se na essência dos sentidos. É o partilhar de laços invísiveis aos olhares mais distraídos, mas resistentes às tempestades mais assustadoramente brilhantes. Ser ilhéu, é sentir-se por dentro e por fora. Por inteiro.
O apagar da vida
Este post já vem com atraso, mas mesmo assim acho que vale a pena colar a citação que me fez pensar. Li-a no artigo «O Papa que morreu perto», assinado por Graça Franco no Público de segunda-feira (4 de Abril) e reza assim:
«Durante todo este tempo o Papa insistiu em recordar ao mundo que as vidas valem a pena ser vividas, desde o seu início e até ao seu final, e podem apagar-se serenamente como velas, numa entrega fiel ao criador.»
Gostei da imagem. Mas a vida, por vezes, tem demasiado vento para poder permitir um apagar sereno. Mesmo para quem faz questão de a viver até ao fim!
«Durante todo este tempo o Papa insistiu em recordar ao mundo que as vidas valem a pena ser vividas, desde o seu início e até ao seu final, e podem apagar-se serenamente como velas, numa entrega fiel ao criador.»
Gostei da imagem. Mas a vida, por vezes, tem demasiado vento para poder permitir um apagar sereno. Mesmo para quem faz questão de a viver até ao fim!
quarta-feira, 6 de abril de 2005
Patrocinador
Digam-me lá se não sabem o que é isto e se não vos incomoda tanto como a mim?!?!
Foi hoje, não aguentei mais. Preciso mesmo de dar um ARGHHHHH!
Há já bastante tempo que penso que isto é das coisas mais chatas que já vi, pior mesmo que qualquer pingo de água ou mesmo uma pedrita no sapato.
Serve para quê afinal? Alguém me explica???
Foi hoje, não aguentei mais. Preciso mesmo de dar um ARGHHHHH!
Há já bastante tempo que penso que isto é das coisas mais chatas que já vi, pior mesmo que qualquer pingo de água ou mesmo uma pedrita no sapato.
Serve para quê afinal? Alguém me explica???
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