Agora vamos falar um pouco mais a sério.
Se há conversa que ande na boca de qualquer pessoa, assuma-se a pessoa como «política» ou não, é a questão da imagem dos políticos, ou melhor, o que eles representam, representavam ou deveriam representar.
Goste-se ou não da «classe», esta a todos incomoda por igual, e faz todo o sentido que assim seja, já que são estes quem nos representa.
Nesta matéria todos criticamos - mais para mal do que para bem - mas a questão é que não sabemos se faríamos melhor, porque não estamos simplesmente no lugar deles. Não sejemos idealistas exacerbados.
Se há conversa que ande na boca de qualquer pessoa, assuma-se a pessoa como «política» ou não, é a questão da imagem dos políticos, ou melhor, o que eles representam, representavam ou deveriam representar.
Goste-se ou não da «classe», esta a todos incomoda por igual, e faz todo o sentido que assim seja, já que são estes quem nos representa.
Nesta matéria todos criticamos - mais para mal do que para bem - mas a questão é que não sabemos se faríamos melhor, porque não estamos simplesmente no lugar deles. Não sejemos idealistas exacerbados.
Acabamos por ser treinadores de bancada - com bastante influência, claro está, mas isso não nos dá o direito de humilharmos e trazermos a vida pessoal de cada um ao barulho. Dá-nos apenas o direito de participar na vida política indirectamente.
Todos os políticos são pessoas como nós - falíveis, mas chegou-se a um ponto patético de se falar dos políticos como se fossem deuses maléficos e maquiavélicos. Uns corruptos, uns procuradores de tachos, uns espertalhaços que tiveram sorte pelo paizinho ou pela mãezinha, uns isto e outros aquilo.
Pode haver desses e há desses, todos sabemos disso, há gente para tudo e aqui também não há excepções. Mas é importante que se tenha cuidado a falar da «classe» quando nos referimos a um ou dois (ou 50), pois nem todos são iguais. Se há incómodo em particular, aponte-se o dedo à pessoa e dê-se a cara com conhecimento de causa e faça-se justiça, afinal isto é ou não é uma democracia? Anda tudo a rosnar baixinho porque não é conveniente ladrar à mesa, depois então não se queixem de levar dentadas.
Há muito boa gente competente na nossa sociedade, capaz e inteligente, que não pertence a partido nenhum - quiçá hipoteticamente, porque ouça a conversa de todos os dias - e talvez, como consequência, retrai-se de dar a sua participação. A verdadeira participação que poderia vir a alterar muita coisa e nomeadamente a imagem que se tem actualmente dos políticos. Assim cai-se mesmo em descrédito meus amigos, porque não, se nem em si mesmos acreditam!?
Quem tenha convicções ideológicas, concretas, mais ou menos, ou assim assim, e que pensa ser capaz de fazer melhor ou de dar apenas um sério contributo, que tente fazê-lo. Não duvido que hajam bastantes potenciais escondidos de todas as cores. Pelo contrário, quem não goste da actividade e não ache nada, não está a decidir nem a participar, está só a resistir e portanto, que se limite a não estragar.
Os partidos são associações como outras quaisquer, compostas por pessoas como nós, e estão de portas abertas a todos, que se perca de vez a triste imagem de inacessibilidade à participação da sociedade. Queremos todos mudanças em geral, não queremos? Então estamos à espera de quê? Das notícias e da informação de rodapé para ir ao tasquedo do Sr. João verborrear que a situação actual está má? Com sorte estará lá um olheiro político que o reconheça, não?
Engane-se quem pense que pertencer a um partido é condicionar o livre espírito de pensar.
A liberdade vive-se apenas quando começa dentro de nós.

