quinta-feira, 31 de março de 2005

Ser Bom Professor

"Aulas más são aulas que os rapazes não querem ouvir. Mas então - poderia eu defender-me - que culpa temos nós de os rapazes serem barulhentos, desinquietos e desatentos? É verdade que, às vezes, a culpa não é nossa: é toda deles, a quem mais apetecia estar na rua que na escola. Mas para isso justamente é que serve o bom professor - e o meu drama resulta de que a mim só me interessa ser bom professor. Ser bom professor consiste em adivinhar a maneira de levar todos os alunos a estarem interessados; a não se lembrarem de que lá fora é melhor."

Sebastião da Gama, Diário

Deixo-me Ir Como Me Apraz

A ciência e a verdade podem residir em nós sem juízo, e este pode habitar-nos desacompanhado delas: o reconhecimento da própria ignorância é um dos mais belos e seguros testemunhos de juízo que conheço. Não tenho outro sargento para pôr em ordem os meus escritos além da fortuna. À medida que as divagações me ocorrem, eu as empilho; ora se atropelam em bando, ora se dispõem em fila. Quero que todos vejam o meu passo natural e simples, por irregular que ele seja. Deixo-me ir como me apraz, e estes não são assuntos que não seja permitido a um homem ignorar ou tratar de maneira ligeira e casual.
Bem que eu desejaria ter conhecimento mais perfeito das coisas, mas não quero comprá-lo por ser muito caro. O meu desejo é passar airada e não laborosiamente o tempo que me resta de vida. Bem nenhum existe que seja capaz de levar-me a quebrar a cabeça por ele, nem mesmo a ciência, por valiosa que seja. Não procuro nos livros senão alcançar prazer mediante um divertimento honesto, ou, se estudo, não busco senão a ciência que trata do conhecimento de nós próprios, e que me ensina a morrer e a viver bem.
Michel de Montaigne, in 'Ensaios'

O Tempo

O tempo é a única prova segura de tudo. Não só é o crítico mais severo; é o crítico recto e preciso. Ninguém pode julgar do valor disto ou daquilo num momento, porque só o tempo o pode fazer. O tempo dar-lhe-á o valor que merece. (...)
Nunca se deixe enganar pelo calendário. O ano só tem os dias que sabe empregar bem. Uma pessoa pode ter num ano o valor de uma semana, enquanto outra tira o valor de um ano inteiro em uma semana.

Alfred Montapert, in 'A Suprema Filosofia do Homem'

BOM DIA

Belaflooooor!

quarta-feira, 30 de março de 2005

BELAFLOR

Olá malta brava e ruminante.

Tou memo furibunda por na conseguir meter imagens no Blog GGGGGRRRRRRRR!

Só para castigo já não vêem o coelhinho da pascoa que eu tinha pra mostrar, era tanto,tanto, tanto, mas tanto giiiiiirrro, memo memo poderes de ingraçado!!

Ali estava ele todo branquinho com umas malhas vermelhuscas deitado no chão, as amendoas todas espalhadas á volta dele. Enfim, era memo memo memo bimmmmm giiiirrrro!!!!

Aposto que estão todos exprimidos de inveja do meu coelinho, fui eu que o puz assim quando vinha pra casa no meu pópó.

Quando eu olhei para o lado pra uma amiga malhadita qui estava no pasto a fazer fitness o instestino grosso e a deslargar-se com forte furia, apareceu de repente o coelhinho da páscoa na estrada e ...iiiiiiiooooommmmmm riiiiiiiiiiiuuummmmmmmma... o pópó na deu conta do recado!

Mas o coelhinho ficou munto bem no retrato. O vermelho no pelinho branco fez um contraste de meter olho gordo a muta gente.
Dispois de eu me encher de intiligências e conseguir meter retratos voçês fazem as suas apreciações.

Chegou a Primavera, e lá na minha terra dispois da páscoa(balamento) agente jogava o BELAFLOR, alguém qué jogar cumigo?
Quem perder paga uns gins no Peter ummmmhhhhh, quem? quantos? UHHHHHH...

Ok Ok..1,2,3, já começou...BELAFLOR, já tou a ganhar por um.....

Inté, até dispois da proxima ordenha.

MUUAAAHHH

Jotas e jotinhas

Andava eu perdida no meio de jornais antigos e revistas ainda mais velhas, pesquisando para um trabalho que estou a preparar, quando deparei com um artigo muito pertinente intitulado “E depois de César e de Victor?”, onde se analisa o futuro da política nos Açores. O artigo foi publicado na revista Saber Açores há quase um ano, mas as palavras do jornalista João Paz (que já nem está a trabalhar na revista) continuam tão actuais como então. Vejam só.

Numa pequena caixa, intitulada «Os rodinhas do PSD», o jornalista escreve: «Um outro aspecto, é o facto de, após a geração de Victor Cruz, existir um enorme fosso com os actuais militantes da JSD. Nunca houve uma preocupação de harmonizar a diferença geracional, ao contrário do PS, que atenua esse salto com nomes de algumas personalidades que dão crédito ao projecto socialista».

No caso do Faial, isso é notório. Basta ver o caso dos ex-líderes da JS, João Castro, actual presidente da Câmara Municipal da Horta, e João Bettencourt, recém empossado deputado à Assembleia Regional. É verdade que nenhum dos dois chegou lá directamente por votação das urnas. Mas estavam nas listas e foram substituindo os mais velhos à medida que estes foram saindo, por motivos de saúde ou para voos mais altos.

Já no JSD do Faial, não vejo o mesmo acontecer. E nem posso dizer que é por falta de vontade dos próprios. Parece-me mais que é por vontade dos históricos, aqueles que de tão empedernidos não deixam ninguém fazer nada de novo, nem apresentar uma ideia que não vá de encontro às suas. Também aqui é mais ou menos como escrevia o João Paz, ao dizer que «na JSD/A não tem havido a preocupação de escolher líderes fortes (que os há), e de chamar à militância activa esses jovens, que se reduzem à velha actividade eleitoral de agitar e distribuir bandeiras, vestirem-se todos de igual para preencherem os fundos dos palcos nos comícios.»

As citações que aqui transcrevi (entre aspas, claro!), não passam de duas frases retiradas de uma revista velha. Mas depois de as ler fiquei com a certeza de afinal o problema não é só dos jovens faialenses. Afinal, a culpa é do partido que escolheram. O que só torna tudo mais assustador.

Mais do que isto, é notório que o afastamento dos jovens dos partidos não é um problema só do PSD. Tal como o afastamento das elites da política afecta todos os partidos, seja nos Açores ou no resto do país. E se o país não acordar a tempo, todos vamos sofrer com isso...

(Desculpa jotinha Brava, mas há verdades que não se podem esconder para sempre...)

Instinto Maternal

Uuups...!!!

segunda-feira, 28 de março de 2005

Gado Bravo escreve a Ministro da Agricultura

Exmo. Sr. Ministro das Agriculturas


O país entregou-lhe os seus destinos;
Então esprema-se e aperte os intestinos,
E se escapar um traque não se importe
quem sabe se cheirá-lo dará sorte?

Quantos não porão suas esperanças
num traque do Ministro das Finanças!
E quem vive tão aflito e sem recursos
já não distingue os traques dos discursos;
Não precisa falar tenha a certeza
de que a maior fonte de riqueza;
Desde os montes verdes ás pastagens amarelas
provém da merda que despejamos nelas.


Ah! Merda grossa! Merda fina! Merda boa
Das inúteis retretes de Lisboa!
Como é triste saber que todos vós
andais cagando sem pensar em nós!

Se querem fomentar a agricultura
mandem-nos muita gente com soltura;
Também nos faz jeitinho a merda rala
e nós faremos queijinho em alta escala.
Pastos Açoreanos, terras tuas
desespero de arados e charruas,
quem as tem, quem as compra, quem as herda
sente a paixão nostálgica que não sai da merda!...


E que todos os penicos portugueses
durante pelo menos uns seis meses,
que ninguém lhe tire a tampa
mal ou bem despejem lá essa trampa.

Adubos de Bruxelas ou do raio que os parta
Venham lá eles que a malta esta farta;
Em formas normais ou formas esquisitas
desde o cagalhão às caganitas,
da negra poia à grande bosta
tudo quanto for merda a gente gosta.
O que é preciso é sair desta retrete
porque assim a malta na se diverte.


(Apelo ao Ministro das Agriculturas da parte do Gado Bravo mais particularmente da Muuaaahhhh, que já na tá a ruminar isto lá muto bem.)

E na quero dizer mais nada senão ainda lhe vou chamar cabrão e filha da prostituta e na quero ser mal educada.

Qui venham melhores ordenhas por aí!


Inté pessoal !!!!!

Muuaaahhhh

Do Agir

Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?
Fernando Pessoa in "Livro do Desassossego"

Pergunto-me várias vezes porque é que as pessoas insistem na adopção de comportamentos de risco mesmo quando bem informadas. São pais que levam filhos para a praia a horas da maior pujança do sol, alguns nem protector solar utilizam, são pais que comem na companhia dos filhos hambúrgueres como pequeno-almoço, são escolas que teimam em oferecer produtos prejudiciais à saúde e, (para não dizerem que só falo dos outros) sou eu que tomo aos dez cafés por dia e insisto em dormir cerca de 4/5 horas por noite em média. O que nos leva a fazer isto se muitos de nós nem somos tolos de todo?
Weinstein no seu livro “Reducing unrealistic optimism about ilness susceptibility” sugere que o que nos leva a ter estes comportamentos de risco é o optimismo irrealista o qual se baseia na errada percepção do risco e da susceptibilidade, ou seja, acreditamos que os outros têm mais probabilidades de contraírem doenças do que nós (e vivemos felizes a nos enganar, nadando num egocentrismo puro e... patético).
O autor sugere quatro factores cognitivos que contribuem para esta opção: a) a falta de experiência pessoal do problema; b) a crença que o problema é facilmente prevenido pela acção individual; c) a crença que se o problema não apareceu até agora, não irá aparecer no futuro; d) a crença de que o problema é pouco frequente.
Os indivíduos podem ser de um optimismo irrealista se, para avaliar o seu próprio risco, se centrarem nos aspectos em que agem bem (eu por exemplo digo que durmo 4 horas, mas, e apesar de serem poucas, durmo-as profundamente...), desta forma minimizam o erro que cometem conscientemente.

A Tradição do Ovo

Após uma longa ausência aqui vai um textozinho simpático, apesar de um pouco atrasado, acerca das tradições desta época.

O Ovo é um dos mais antigos símbolos da Páscoa.
Significa fertilidade e recomeço da vida. Alguns historiadores garantem que o costume de cozinhar e depois colorir ovos de galinha para depois presenteá-los surgiu entre os antigos egípcios, persas e algumas tribos germânicas.
Hoje atribui-se aos chineses o costume milenar de presentear parentes e amigos com ovos nas festas de primavera. Mas foram os reis e príncipes da Antiguidade que confeccionaram ovos de prata e ouro recobertos de pedras preciosas. O povo, sem recursos para tais luxos, manteve a tradição de presentear ovos de galinha confeccionados.

A Tradição do Coelho
No antigo Egipto, o coelho era o símbolo da fertilidade. Por ser um animal que apresenta condições de gerar grandes ninhadas, a imagem do coelho simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos constantemente.

A Páscoa festeja-se em todo o mundo, mas nem sempre da mesma maneira e muitas vezes com significado diferente.

Na China - O "Ching-Ming" é uma festividade que ocorre na altura da Páscoa, onde são visitados os túmulos dos ancestrais e feitas oferendas, na forma de refeições e doces, para que estes fiquem satisfeitos com os seus descendentes.

Na Europa Central - Os festejos remontam aos antigos rituais pagãos do início da Primavera. A tradição da Páscoa inclui a oferta de amêndoas e a decoração de ovos cozidos com os quais são presenteados os familiares e amigos mais próximos. Também são feitas brincadeiras com ovos da Páscoa como, rolá-los ladeira abaixo, onde será vencedor aquele ovo que conseguir chegar mais longe sem partir.


Um beijinho a todas as bravas e bravos que frequentam o nosso querido blog! :o)