Não, só um comentário não dava.
JP, não é objectivo de ninguém dar cadastros ao desbarato a quem aborte. Nunca se tratou disso. O maior problema é a falta de formação que temos em Portugal e bem à frente dos nossos olhos, nos Açores. Os pobrezinhos são os de espírito, e são também os que vão a Londres às comprinhas, para que não hajam confusões.
Não podemos ficar impávidos e serenos quando nos aparecem mulheres na TV a dizer "Ah sabe, era o meu 6º filho mas não tinha condições e então fui aqui ao lado, à abortadeira" ou "se o meu pai descobrisse expulsava-me de casa"! Isto acontece todos os dias, não estou a falar de outra coisa que não esta.
O valor duma vida humana actualmente é quase comparado ao de uma caixinha de comida congelada que se tirou do congelador e como não apeteceu comer, deita-se fora, porque não dá para voltar a congelar! Não pode ser. Temos que dar importância ao que tem importância.
Não se trata de impôr moralismos, mas se também eu tivesse um barquinho cheio de mulheres que pensassem como eu e andássemos nós a defender os direitos humanos, e desta vez, daqueles que ainda não tem voz (em vez de olharmos para o nosso umbigo), se calhar também haveria uma fragata de roda e outras tantas pessoas em terra a condená-la, ou não? Ou a minha opinião não é legitimamente partilhada por muitos?
"Ainda retrógado e conservador, catecista e moralista." Teríamos que definir estes conceitos para falar do mesmo amigo JP.
A ciência supera-nos todos os dias e temos que estar constantemente informados. Para saber mais um pouco: aqui , aqui e aqui entre outros.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2005
Vá para a Prisão!
Talvez seja melhor cadastrar alguém que aborta. Talvez possa sobrepôr a minha moral às restantes pessoas. Talvez quem faz os abortos clandestinos em Portugal sejam os pobrezinhos e esses, já sabemos, não têm consciência e têm é que aprender à força, porque quem pode vai a Londres e aproveita e faz umas comprinhas. Talvez todos os países europeus estejam errados e nós, que mantemos esta lei, é que estamos certos. Ao menos temos uma corveta de guerra a guardar as águas territorias de um pequeno barco com pacifistas e lutadoras pelos direitos e dignidade das mulheres. Que orgulho!
De facto a lei actual está perfeitamente de acordo com Portugal. Ainda retrógado e conservador, catecista e moralista.
De facto a lei actual está perfeitamente de acordo com Portugal. Ainda retrógado e conservador, catecista e moralista.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2005
O Estado da Região...
...Fraco, muito fraco. Pouco conteúdo, pouca clareza, pouca convicção.
Antes disso dever-se-ia ter apostado num debate sobre o aborto primeiro. Só a título de exemplo... e com especialistas da área.
Entende-se que o objectivo seria reunir as opções dos partidos e passá-las desta forma aos telespectadores, mas a verdade é que acabámos na mesma. Sabemos quase o que já sabíamos. Não, a culpa não é do programa (até simpatizo com o Osvaldo Cabral), nem sempre há culpas a delegar a partes, há coisas que correm mal apenas, falta de encaixe... quem sabe.
Talvez tenha falhado um pouco quanto à performance dos convidados em relação ao tratamento de temas, não à sua competência pessoal, isso não está aqui em causa (por enquanto).
Quem quer defender ou condenar deve ir bem preparado para fundamentar, nem todos o foram, uns pareciam debutantes nervosos, outros cobriram-se pela retórica, um ou outro safou-se melhor.
E por exemplo, num caso que me incomoda em particular, o aborto, as coisas não podem nem devem, ser discutidas duma maneira tão superficial. Estamos a tratar de vidas humanas. Será que algum sabe o que quer dizer zigoto? Sem querer ser ofensiva, até porque também tive que perguntar para saber, o aborto não se discute em meia hora.
É que não me parece que tenham consciência que aqui nas casas dos anónimos, um senhor que fale bem, mesmo que não diga nada, entra logo para o rol dos que parecem que sabem, e pronto...! Tá o caldo entornado. Vai tudo votar no senhor que fala... fala... E decidem-se assim coisas importantes.
Gostei duma atitude. Quem não quer falar sobre o assunto (seja porque motivo for) di-lo, e não cai em seguidismos.
Pessoalmente sou contra a alteração da lei em vigor. E não me venham com as conversas das pobres que sofrem muito quando fazem abortos clandestinos, que sofrem mazelas físicas que as acompanham para o resto da vida. A maior mazela para uma mulher que aborta é psicológica, essa sim, ela terá que carregar para o resto da sua vida e se não a carrega é porque não tem consciência. Há bastante informação, prevenção. As pílulas são dadas nos centros de saúde... etc etc. Não há justificação séria que cole.
Seria a favor de qualquer despenalização, das drogas leves ou do aborto, se e só se, houvesse informação correta sobre o assunto, esclarecimento, e se atingíssemos níveis de civismo médios pelo menos. Estou convencida que a estatística baixava.
Mas vai-se varrendo para debaixo do tapete em vez de se ir ás causas, é como a droga. Mas isso ainda é outro assunto que fica para outra vez.
Antes disso dever-se-ia ter apostado num debate sobre o aborto primeiro. Só a título de exemplo... e com especialistas da área.
Entende-se que o objectivo seria reunir as opções dos partidos e passá-las desta forma aos telespectadores, mas a verdade é que acabámos na mesma. Sabemos quase o que já sabíamos. Não, a culpa não é do programa (até simpatizo com o Osvaldo Cabral), nem sempre há culpas a delegar a partes, há coisas que correm mal apenas, falta de encaixe... quem sabe.
Talvez tenha falhado um pouco quanto à performance dos convidados em relação ao tratamento de temas, não à sua competência pessoal, isso não está aqui em causa (por enquanto).
Quem quer defender ou condenar deve ir bem preparado para fundamentar, nem todos o foram, uns pareciam debutantes nervosos, outros cobriram-se pela retórica, um ou outro safou-se melhor.
E por exemplo, num caso que me incomoda em particular, o aborto, as coisas não podem nem devem, ser discutidas duma maneira tão superficial. Estamos a tratar de vidas humanas. Será que algum sabe o que quer dizer zigoto? Sem querer ser ofensiva, até porque também tive que perguntar para saber, o aborto não se discute em meia hora.
É que não me parece que tenham consciência que aqui nas casas dos anónimos, um senhor que fale bem, mesmo que não diga nada, entra logo para o rol dos que parecem que sabem, e pronto...! Tá o caldo entornado. Vai tudo votar no senhor que fala... fala... E decidem-se assim coisas importantes.
Gostei duma atitude. Quem não quer falar sobre o assunto (seja porque motivo for) di-lo, e não cai em seguidismos.
Pessoalmente sou contra a alteração da lei em vigor. E não me venham com as conversas das pobres que sofrem muito quando fazem abortos clandestinos, que sofrem mazelas físicas que as acompanham para o resto da vida. A maior mazela para uma mulher que aborta é psicológica, essa sim, ela terá que carregar para o resto da sua vida e se não a carrega é porque não tem consciência. Há bastante informação, prevenção. As pílulas são dadas nos centros de saúde... etc etc. Não há justificação séria que cole.
Seria a favor de qualquer despenalização, das drogas leves ou do aborto, se e só se, houvesse informação correta sobre o assunto, esclarecimento, e se atingíssemos níveis de civismo médios pelo menos. Estou convencida que a estatística baixava.
Mas vai-se varrendo para debaixo do tapete em vez de se ir ás causas, é como a droga. Mas isso ainda é outro assunto que fica para outra vez.
terça-feira, 25 de janeiro de 2005
Congresso da Cidadania
Hoje foi a sessão solene de abertura do Congresso de Cidadania dos Açores.
Até Maio, vão andar pelas ilhas vários intelectualóides a pregar aos ares as suas altivas palavras.
Digo isto, não que não ache bem. Acho sim muito bem que o Laborinho Lúcio tenha resolvido levantar o rabo da secretária e que faça alguma coisa útil, que é para isso que lhe pagamos. E convenhamos que é bem preciso falar-se mais em cidadania. A maior parte dos Açorianos pensa que cidadania é tudo menos o poder de usufruirem dos seus direitos, entre outras coisas.
A minha picadela vai apenas para a linguagem hermética dos senhores que tem a seu cargo a nobre tarefa de elucidar o povo.
Tenho uma professora, entre outras (mas esta mais que as outras e ainda bem, porque foi com ela que aprendi quase tudo), que me está sempre a corrigir o tom coloquial. Bom, concordo com ela, cada ciência tem a sua própria linguagem e deve-se ter um nível de exigência quando, entre nós, estamos a tratar de algum assunto.
Mas se quero falar de filosofia com alguém que não seja académico, tenho que desdobrar o português para me entenderem, senão corro o risco de cair no monólogo e os outros no sono.
È um facto. Bem o sei.
De qualquer forma, crendo que esta seja uma boa iniciativa - a do Congresso da Cidadania, não posso deixar de contar, que antes de chegar lá à abertura, vi os primeiros discursos na RTPA na companhia da minha colega de casa. Se ela entendeu alguma coisa? Gostava de vos dizer que sim.
Entremeio de tanta conversa floreada, porque a ocasião assim o exigiu (estava lá o PR e tal...), percebeu-se apenas o corrente, o ordinário, porque basta um "palavrão" pelo meio e perdemos significação e consequentemente, sequência. Esperemos que estes senhores não se esqueçam que o objectivo é o de, precisamente, esclarecer o povo. Os outros de fatinho já sabem qualquer coisinha, não é apenas, mas é também para eles.
Se queremos que o povo aprenda mais, temos que ter um discurso ao seu nível, depois sim, que venha o enriquecimento da língua, não há nada mais bonito que o Português bem falado. Da mesma forma que escolhemos roupa para ocasiões, temos que escolher palavras também para elas.
Até Maio, vão andar pelas ilhas vários intelectualóides a pregar aos ares as suas altivas palavras.
Digo isto, não que não ache bem. Acho sim muito bem que o Laborinho Lúcio tenha resolvido levantar o rabo da secretária e que faça alguma coisa útil, que é para isso que lhe pagamos. E convenhamos que é bem preciso falar-se mais em cidadania. A maior parte dos Açorianos pensa que cidadania é tudo menos o poder de usufruirem dos seus direitos, entre outras coisas.
A minha picadela vai apenas para a linguagem hermética dos senhores que tem a seu cargo a nobre tarefa de elucidar o povo.
Tenho uma professora, entre outras (mas esta mais que as outras e ainda bem, porque foi com ela que aprendi quase tudo), que me está sempre a corrigir o tom coloquial. Bom, concordo com ela, cada ciência tem a sua própria linguagem e deve-se ter um nível de exigência quando, entre nós, estamos a tratar de algum assunto.
Mas se quero falar de filosofia com alguém que não seja académico, tenho que desdobrar o português para me entenderem, senão corro o risco de cair no monólogo e os outros no sono.
È um facto. Bem o sei.
De qualquer forma, crendo que esta seja uma boa iniciativa - a do Congresso da Cidadania, não posso deixar de contar, que antes de chegar lá à abertura, vi os primeiros discursos na RTPA na companhia da minha colega de casa. Se ela entendeu alguma coisa? Gostava de vos dizer que sim.
Entremeio de tanta conversa floreada, porque a ocasião assim o exigiu (estava lá o PR e tal...), percebeu-se apenas o corrente, o ordinário, porque basta um "palavrão" pelo meio e perdemos significação e consequentemente, sequência. Esperemos que estes senhores não se esqueçam que o objectivo é o de, precisamente, esclarecer o povo. Os outros de fatinho já sabem qualquer coisinha, não é apenas, mas é também para eles.
Se queremos que o povo aprenda mais, temos que ter um discurso ao seu nível, depois sim, que venha o enriquecimento da língua, não há nada mais bonito que o Português bem falado. Da mesma forma que escolhemos roupa para ocasiões, temos que escolher palavras também para elas.
sábado, 22 de janeiro de 2005
A Biografia do Cavalo
Em seguimento das já aclamadas Biografias da casa mais famosa do país, de Alexandre Frota, Mónica, Ana Maria Lucas e Deco, eis que inspirado pela biografia de Carlos Cruz, aparece solidário o Cavalo da Quinta. Dizem as más linguas que foi influenciado pela Porca da Quinta.
Em escritos apologéticos, o Cavalo vem também trazer a público toda a verdade. Retrata-se como um verdadeiro mártir e acusa os habitantes da casa de abusos nocturnos. Na sua biografia, além de fotos e imagens de uma câmara oculta (que podem ser compradas em anexo), o Cavalo diz que quem mais o chateou foi Cinha Jardim. Acusa a ex-ex-ex-primeira dama de bestialismo e de práticas fetiches, alega ainda, "desde o 25 de Abril que não sofria represálias tão grandes" e descosendo-se por completo, acrescenta, que Frota e Castello seriam punidos pela brincadeira do comboio. Cavalo nunca mais será o mesmo depois do programa, começou a sofrer de "rótulas estrábicas" e sabe que a sua honra está manchada pois mais nenhuma égua olhará para ele.
É de louvar mais uma vez a iniciativa da editora que a todas estas celebridades tem dado voz. Portugal tem muito orgulho no seu espólio literário actual, a nossa educação está finalmente em boas mãos.
Dizem os críticos (do blog com menos colesterol na net) e não o sabemos dizer melhor, que estas produções serão consideradas para um Nobel de Educação: "...pelo seu trabalho e esforço desenvolvido para aumentar os níveis de literacia de um dos países mais atrasados da união europeia. Os seus textos simples e repletos de imagens, são já tidos como um exemplo de pedagogia e no próximo ano serão incluídos nos programas do ministério da educação para o primeiro ciclo e para o curso superior de Ciência Politica."
O Gado Bravo em conferência com Adriano Moreira conseguiu apurar a verdade. Este politólogo acredita que a Ciência Política, ao estudar o poder, não poderá estar mais bem servida com Biografias destas. Este pedagogo aguarda fervorosamente a publicação da Biografia de C.César onde, segundo ele, certamente se perceberão influências e inspirações da sua política. Esperemos então pela desmistificação da linha de orientação de César e pelos cruzamentos entre este e o Cavalo.
Em escritos apologéticos, o Cavalo vem também trazer a público toda a verdade. Retrata-se como um verdadeiro mártir e acusa os habitantes da casa de abusos nocturnos. Na sua biografia, além de fotos e imagens de uma câmara oculta (que podem ser compradas em anexo), o Cavalo diz que quem mais o chateou foi Cinha Jardim. Acusa a ex-ex-ex-primeira dama de bestialismo e de práticas fetiches, alega ainda, "desde o 25 de Abril que não sofria represálias tão grandes" e descosendo-se por completo, acrescenta, que Frota e Castello seriam punidos pela brincadeira do comboio. Cavalo nunca mais será o mesmo depois do programa, começou a sofrer de "rótulas estrábicas" e sabe que a sua honra está manchada pois mais nenhuma égua olhará para ele.
É de louvar mais uma vez a iniciativa da editora que a todas estas celebridades tem dado voz. Portugal tem muito orgulho no seu espólio literário actual, a nossa educação está finalmente em boas mãos.
Dizem os críticos (do blog com menos colesterol na net) e não o sabemos dizer melhor, que estas produções serão consideradas para um Nobel de Educação: "...pelo seu trabalho e esforço desenvolvido para aumentar os níveis de literacia de um dos países mais atrasados da união europeia. Os seus textos simples e repletos de imagens, são já tidos como um exemplo de pedagogia e no próximo ano serão incluídos nos programas do ministério da educação para o primeiro ciclo e para o curso superior de Ciência Politica."
O Gado Bravo em conferência com Adriano Moreira conseguiu apurar a verdade. Este politólogo acredita que a Ciência Política, ao estudar o poder, não poderá estar mais bem servida com Biografias destas. Este pedagogo aguarda fervorosamente a publicação da Biografia de C.César onde, segundo ele, certamente se perceberão influências e inspirações da sua política. Esperemos então pela desmistificação da linha de orientação de César e pelos cruzamentos entre este e o Cavalo.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2005
Mãe
Hoje não é o dia da mãe, é o dia da minha mãe.
Parabéns por teres feito uma filha como eu! hehe. Não, nada disso.
Parabéns por todos os dias da tua vida em que foste sempre um grande exemplo a seguir. Sorte a minha de te ter sempre ao meu lado, mesmo com todos os teus conservadorismos, profecias e conselhos, avisos e raspanetes. Tens sido, és, serás, uma AMIGA.
Parabéns por teres a eterna paciência de nos sofrer, a mim e a meu irmão.
Antes dizia-te que nunca havia de ser como tu, que eras uma chata, agora só quero ter a sapiência de passar aos meus filhos, quando os tiver, metade do que me passaste, porque só metade já era bom.
Parabéns por este dia mãe linda, muitos abraços e beijinhos!
Parabéns por teres feito uma filha como eu! hehe. Não, nada disso.
Parabéns por todos os dias da tua vida em que foste sempre um grande exemplo a seguir. Sorte a minha de te ter sempre ao meu lado, mesmo com todos os teus conservadorismos, profecias e conselhos, avisos e raspanetes. Tens sido, és, serás, uma AMIGA.
Parabéns por teres a eterna paciência de nos sofrer, a mim e a meu irmão.
Antes dizia-te que nunca havia de ser como tu, que eras uma chata, agora só quero ter a sapiência de passar aos meus filhos, quando os tiver, metade do que me passaste, porque só metade já era bom.
Parabéns por este dia mãe linda, muitos abraços e beijinhos!
quinta-feira, 20 de janeiro de 2005
Dia das Amigas
Hoje quando acordei tinha 14 mensagens no meu telemóvel.
Acordei tarde? Sim, também.
Não há nada que me apeteça mais com este frio, e quando não há mais do que fazer claro, do que dormir enroscadita no quentinho.
Mas voltando às 14 mensagens.
A maior parte da culpa do entupimento é vossa, claro está.
Então, pensei em deixar-vos um post bonito, mas não me ocorreu nada que vos fizesse jus. Por isso só vos tenho a dizer que, daqui além mar - da ilha verde, apesar de ter o tradicional jantar com outras amigas que se vão fazendo pelos anos, os meus pensamentos vão para vocês.
Estejam onde estiverem estão sempre comigo. Bem o sabem.
Um grande abracinho a todas e divirtam-se como se não houvesse amanhã ;)
Beijos.
Acordei tarde? Sim, também.
Não há nada que me apeteça mais com este frio, e quando não há mais do que fazer claro, do que dormir enroscadita no quentinho.
Mas voltando às 14 mensagens.
A maior parte da culpa do entupimento é vossa, claro está.
Então, pensei em deixar-vos um post bonito, mas não me ocorreu nada que vos fizesse jus. Por isso só vos tenho a dizer que, daqui além mar - da ilha verde, apesar de ter o tradicional jantar com outras amigas que se vão fazendo pelos anos, os meus pensamentos vão para vocês.
Estejam onde estiverem estão sempre comigo. Bem o sabem.
Um grande abracinho a todas e divirtam-se como se não houvesse amanhã ;)
Beijos.
domingo, 16 de janeiro de 2005
sexta-feira, 14 de janeiro de 2005
Disparates
Bravas, estamos a ganhar terreno, qualquer dia dominamos a net, o nosso plano está quase concretizado! Afinal isto de eu andar a comentar aqui e ali notou-se! eheh.
Há gentes por aí que lêm os nossos disparates! Pois é miúdas, coisas do arco da velha.
Andamos nós aqui a dizer uns disparatezinhos e tal... umas private jokes e tal... em toda a nossa inocência e tal...
Mas é assim. O nosso alibi foi descoberto.
Agora somos oficialmente Bravas do Faial e adicionadas no Foguetabraze, blog de S. Miguel (e com mais de 800 visitantes, hehe). Pelo menos lá, 'prá nossa ilha, já aparece mais que um blog.
Os nossos agradecimentos ao especialista em generalidades pelo acto simpático.
Mas Bravas: não se inibam de escrever, não acredito que estes disparates interessem a mais alguém. Estou em crer que o colega "blogueiro" caiu aqui sem querer, e que não deve repetir a proeza tão cedo. Isto traumatiza qualquer um.
Bom, além disto, tou de férias filosóficas, entrei portanto em demência, em fase de declínio que se acentuará hoje com um congresso que me impingiram. Sim, porque o que se irá palrar por lá deve ser deveras interessante, qualquer coisa que valha a pena ouvir. Aliás, tem sido como bem se vê.
A solução é me escapar de mansinho depois de marcar ponto e me ir enxurrar para algum bar. Pois, também é preciso desopilar.
Um beijinho a todas.
Há gentes por aí que lêm os nossos disparates! Pois é miúdas, coisas do arco da velha.
Andamos nós aqui a dizer uns disparatezinhos e tal... umas private jokes e tal... em toda a nossa inocência e tal...
Mas é assim. O nosso alibi foi descoberto.
Agora somos oficialmente Bravas do Faial e adicionadas no Foguetabraze, blog de S. Miguel (e com mais de 800 visitantes, hehe). Pelo menos lá, 'prá nossa ilha, já aparece mais que um blog.
Os nossos agradecimentos ao especialista em generalidades pelo acto simpático.
Mas Bravas: não se inibam de escrever, não acredito que estes disparates interessem a mais alguém. Estou em crer que o colega "blogueiro" caiu aqui sem querer, e que não deve repetir a proeza tão cedo. Isto traumatiza qualquer um.
Bom, além disto, tou de férias filosóficas, entrei portanto em demência, em fase de declínio que se acentuará hoje com um congresso que me impingiram. Sim, porque o que se irá palrar por lá deve ser deveras interessante, qualquer coisa que valha a pena ouvir. Aliás, tem sido como bem se vê.
A solução é me escapar de mansinho depois de marcar ponto e me ir enxurrar para algum bar. Pois, também é preciso desopilar.
Um beijinho a todas.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2005
Louquícias
Não posso de deixar de comentar este novo programa da RTP Açores.
Sou a primeira a dizer que deve haver iniciativas. Não sou daquelas pessoas que dizem que não há nada e que quando as há, só sabe é criticar, mas este é um caso diferente. De facto o programa é um horror, é medonho demais para que hajam palavras que o definam.
Há tempos, um amigo meu que participa no programa, contou-me que o programa iria para o ar - fiquei maravilhada, achei imensa piada à coisa, na verdade, muita falta nos fazia quem tivesse um humor sarcástico, caricaturial e neutro que soubesse colocar os políticos no seu lugar, baixar-lhes a crista para que entendessem os ridículos a que se prestam por vezes. Pensei mesmo que fosse resultar.
Quando vejo o horror que saiu do projecto até fiquei nervosa. Nem os "macacos" são apelativos! Dos diálogos nem falo. Além de fracos de espírito e banais mesmo, não se entendem. Será que esta gente não entende que as "private jokes" dum grupo de jornalistas não se estendem ao grande público? Será que não entendem que nem todos acham piada aos disparates deles? E anda assim a nossa sociedade.
Tenho sinceramente vergonha que alguém de fora veja este programa, bela imagem que vão levar da nossa televisão. E depois queixam-se das audiências. Pudera...
O nosso maior problema, cá nos Açores, é a falta de mérito e de préstimo para se fazer algo bem feito.
Como dizia alguém ontem (sobre a nossa política) no Choque de Gerações "as expectativas são tão baixas que quando se faz alguma coisa, faz-se para contentar o povo" - subscrevo na íntegra e estendo à TV.
Pois meus amigos, uma novidade: Não basta sermos os melhores, temos que ser bons! (E melhores neste caso, não se aplica).
Bolas, mais valia que tivessem estado quietinhos!
Pelo contrário, este novo programa, o Choque de Gerações, está a ser uma boa tentativa de mostrar aos Açorianos, que existe quem se preocupe com as coisas. Nos primeiros programas estava um pouco céptica, confesso. Pareceu-me haver umas lacunas que se não fossem corrigidas, caíriamos em só mais um programa novo, com alguma novidade mas contudo sem grande qualidade.
Dou os meus parabéns ao Joel, o moderador, que se corrigiu na perfeição. Está mais sereno, modera melhor, tem excelentes convidados e assuntos pertinentes. Agora já tenho pena que seja um programa curto, mais uma meia hora e os assuntos seriam discutidos de uma forma mais profunda.
Fazia-nos falta um programa do género, aliás, diria até que um projecto a roçar os Prós e Contras seria viável cá para a nossa realidade. Sobre generalidades somos dos melhores... é que nós, os Açorianos, temos a mania que sabemos um bocadinho de tudo, mas por vezes para se chegar a consenso sobre assuntos sérios, bloqueamos. E quando nos aparece alguém que realmente sabe fundamentar, não reconhecemos legitimidade.
Se queremos chegar a uma maturidade de raciocínio, temos que ser mais humildes na aprendizagem, aprender com quem sabe e não ficar pelo superficial que acaba sempre por ser detectado entremeio de conversas.
Sou a primeira a dizer que deve haver iniciativas. Não sou daquelas pessoas que dizem que não há nada e que quando as há, só sabe é criticar, mas este é um caso diferente. De facto o programa é um horror, é medonho demais para que hajam palavras que o definam.
Há tempos, um amigo meu que participa no programa, contou-me que o programa iria para o ar - fiquei maravilhada, achei imensa piada à coisa, na verdade, muita falta nos fazia quem tivesse um humor sarcástico, caricaturial e neutro que soubesse colocar os políticos no seu lugar, baixar-lhes a crista para que entendessem os ridículos a que se prestam por vezes. Pensei mesmo que fosse resultar.
Quando vejo o horror que saiu do projecto até fiquei nervosa. Nem os "macacos" são apelativos! Dos diálogos nem falo. Além de fracos de espírito e banais mesmo, não se entendem. Será que esta gente não entende que as "private jokes" dum grupo de jornalistas não se estendem ao grande público? Será que não entendem que nem todos acham piada aos disparates deles? E anda assim a nossa sociedade.
Tenho sinceramente vergonha que alguém de fora veja este programa, bela imagem que vão levar da nossa televisão. E depois queixam-se das audiências. Pudera...
O nosso maior problema, cá nos Açores, é a falta de mérito e de préstimo para se fazer algo bem feito.
Como dizia alguém ontem (sobre a nossa política) no Choque de Gerações "as expectativas são tão baixas que quando se faz alguma coisa, faz-se para contentar o povo" - subscrevo na íntegra e estendo à TV.
Pois meus amigos, uma novidade: Não basta sermos os melhores, temos que ser bons! (E melhores neste caso, não se aplica).
Bolas, mais valia que tivessem estado quietinhos!
Pelo contrário, este novo programa, o Choque de Gerações, está a ser uma boa tentativa de mostrar aos Açorianos, que existe quem se preocupe com as coisas. Nos primeiros programas estava um pouco céptica, confesso. Pareceu-me haver umas lacunas que se não fossem corrigidas, caíriamos em só mais um programa novo, com alguma novidade mas contudo sem grande qualidade.
Dou os meus parabéns ao Joel, o moderador, que se corrigiu na perfeição. Está mais sereno, modera melhor, tem excelentes convidados e assuntos pertinentes. Agora já tenho pena que seja um programa curto, mais uma meia hora e os assuntos seriam discutidos de uma forma mais profunda.
Fazia-nos falta um programa do género, aliás, diria até que um projecto a roçar os Prós e Contras seria viável cá para a nossa realidade. Sobre generalidades somos dos melhores... é que nós, os Açorianos, temos a mania que sabemos um bocadinho de tudo, mas por vezes para se chegar a consenso sobre assuntos sérios, bloqueamos. E quando nos aparece alguém que realmente sabe fundamentar, não reconhecemos legitimidade.
Se queremos chegar a uma maturidade de raciocínio, temos que ser mais humildes na aprendizagem, aprender com quem sabe e não ficar pelo superficial que acaba sempre por ser detectado entremeio de conversas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)