quarta-feira, 31 de agosto de 2005

Espelho meu, espelho meu...

Agora está quase a acabar, é verdade, mas a febre da época do bikini repete todos os anos aquele ritual do culto do corpo que acorda os secretos complexos de cada um.

Eles e/ou elas desatam todos a matar calorias (pobres infelizes, que mal fizeram para serem assassinadas?), a fazerem musculação (há quem lhe chame culturismo, e a palavra tem a sua graça!), a fazerem guerra à celulite e outras coisas subitamente incómodas e antes estrategicamente escondidas (enfim, só de alguns, que quem nos conhece melhor sabe sempre onde somos menos perfeitos...e mais... eh eh eh)
Sim, que isto de o "interior ser belo" tem muito que se lhe diga... Eu, por exemplo, acho os intestinos, o fígado, o cérebro e todas essas coisas interiores absolutamente repugnantes!
E isto de todos sermos iguais também é outra treta! A minha casa a arder e a da vizinha loira, com olhinhos de ninfeta e andar bamboleante... Quero ver quem será salva mais depressa pelos bombeiros!
Claro, a suprema excepção do A-M-O-R quebra as regras do estético: posso perfeitamente apaixonar-me por um calhau e achar que ele/a é lliiiiinnnddooooo/a !!!!!
E é espantoso a quantidade de pessoas bonitas, realmente bonitas,de olhar matador e ombros torneadinhos, que se julgam feias... E dão em complexados. Eu até tenho interesse em que os psicólogos tenham trabalho, mas por amor de D-us! Não haverá espelhos aí em casa?
Muito bonito é favor. Se a Grécia Antiga não tivesse caído, faziam-se estátuas segundo esse modelo.

segunda-feira, 29 de agosto de 2005

É bonito...

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Mas eu também o deixava...! ;)

domingo, 28 de agosto de 2005

Os heróis do fogo

Já sei: é Verão e não apetece falar de coisas tristes. Aliás, a ver pela frequência com que esta manada (incluindo eu) tem vindo deixar a sua posta neste blogue, não há vontade nem sequer para falar das coisas alegres. Mas há coisas e coisas. E há tristezas que se metem pelos olhos adentro, sem que possamos fugir. Nesta última semana, ver os sucessivos incêndios que têm feito honras de abertura de todos os telejornais nacionais têm-me cortado o coração. Pergunto-me como é possível que ainda haja alguma coisa para arder. E como é que os bombeiros aguentam as longas jornadas de combate às chamas. É de loucos! Se somos ou não um páis de pirómanos, não sei, mas não tenho dúvidas de que devemos ser um país de heróis, pelo menos a ver pelas histórias que se vão contando todos os dias.

A solidariedade dos açorianos

Esta semana, 25 bombeiros açorianos partiram para se juntar ao combate de incêndios na zona de Coimbra. A propósito disso, não posso deixar de citar o editorial do Jornal dos Açores do dia 24 de Agosto (não é só nas ilhas que os jornais chegam com uns dias de atraso). Nele, o director João Paz exalta os «corajosos e dignos representants da solidariedade dos Açores para com as populações continentais portuguesas e martirizadas por múltiplos incêndios».

Referindo «este espírito de inter-ajuda, principalmente nos momentos mais difíceis», João Paz considera «o continente português uma a juntar às nove ilhas do soneto de 1926 do Padre Botelho, “saudoso Vigário das Furnas”, enderaçado, na altura, à mártir ilha do Faial». E porque o soneto é muito bonito, também o transcrevo abaixo.

“Nós somos nove irmãs. O nosso laço
Debalde vem mordendo o velho Oceano:
Quanto mais ele espuma ardido e insano
Tanto mais se afervora o nosso abraço.

Uma de nós-duleíssimo pedaço
Deste longo jardim açroriano-
Tremeu-lhe o coração, que enorme dano!...
E mísera se fez em breve espaço.

E agora nós, irmãs da infortuna
Vimos trazer conforto à desgraçada
E mostrar-lhe quão sentido é o nosso dó.

Que, quando uma de nós se afoga em mágoas,
Nos já não somos nove sobre as águas:
Somos a antiga Atlântida – uma só...”

Neste caso, somos um só país. Com ou sem mar pelo meio.

quarta-feira, 10 de agosto de 2005

Viajantes e Turistas

Eles são de vários tipos, pois são...


Há o típico turista de máquina de filmar em riste (ou outra, último modelo), que viu todos os programas de tv sobre o país a visitar, e cujo objectivo máximo é voltar com provas materiais sobre a viagem (souvenirs, fotos dele próprio junto aos lugares ditos típicos, e um bronzeado espectacular!). Odeia a comidinha tradicional, é membro do Club mediteranée e, quando voltar, é para dizer aos amigos "Eu já estive lá", com um arzinho sobranceiro...

Há o que se quer abastecer da cultura do país que visita. Absorve tudo, qual esponjinha em vaigem. Ele é livros, paisagens, gastronomia, conversas e cerveja.Leu sobre nós, antes de vir, em obscuros artigos de revista que o pessoal nunca ouviu falar. É um tipo porreiro, mas adora falar de cinema negro e filosófico até às três da manhã, e visitar igrejas. Prefere a cidade ao campo, porque "curte a arquitectura".

Também há os que preferem os lugares intocados pelo Homem. A malta que ama o ambiente (e que detesta os outros turistas todos). A malta que conheceu os Açores através de uma conversa de amigos. Os do campismo ou do barco. Os da t-shirt usada e botas todo o terreno (quando é preciso).

E, last but not least, os que procuram a calma espiritual, a a liberdade e a união com o Universo. O pessoal das novas ideias, que parece estar a fazer um novo tipo de peregrinação. Ainda falta arranjar um nome para estes... Com tempo. Fruto desta época em que vivemos.

Ah! E, na minha terra, os iatistas... Mas esses não cabem aqui. São, como diz o povo, os aventureiros. E são tão especiais e tão livres (além de não serem sazonais) que mereciam um post à parte. :)

quinta-feira, 4 de agosto de 2005

MALHADITA EM RECUPERAÇÃO

Venho por este meio cheio das inteligências, agradecer a todo o gado bravo que demonstrou solidariedade e preocupação para com a minha bezerrita.

Neste momento já estou instalada no meu modesto palheiro.
Depois de umas mini férias forçadas num pasto alheio, onde fui tratada com muita braveza (gado conhecido), a minha endiabrada "malhadita" recuperou (não confundir com cuperou...) a olhos vistos.

O portão do curral foi aberto na terça-feira para regressar ao meu pasto mas com sérias condições, tratar da bichinha com forte fúria e sobretudo não tirar o olho de cima da criatura.

A vigilância tem sido apertada e o cerco também, por agora a malhadita não pode saltar a cerca e dar azas ás suas maluqueiras, ficaremos nos proximos dias dentro do palheiro a ruminar e a ver as nossas amigas mumus aqui do pasto ao lado.

Obrigado a todo o gado bravo

Muaahhh e da Malhadita

A coisa está Preta

Comunicado do Primeiro Ministro

O Primeiro Ministro faz o Governo e todo o país saber que, até nova ordem, tendo em consideração a actual situação das contas públicas e como medida de contenção de despesas, a luz ao fundo do túnel será desligada.

Chuif chuif

Muuaaahhhh

quarta-feira, 3 de agosto de 2005

Que braveza

Animado pelo anúncio da recandidatura de Mário Soares à Presidência da República, o nosso querido Eusébio já confirmou o seu regresso à Selecção.
Por seu turno, António Calvário começou a ensaiar o tema que vai levar ao Festival da Eurovisão de 2006.
No caso de Rosa Mota, a atleta portuense reconheceu não ter tempo para se preparar devidamente para os Jogos Olímpicos, a disputar na Alemanha, em 2008, pelo que resolveu adiar o seu regresso para os Jogos de Paris, em 2012, onde participará na Maratona e nos 10.000.
Finalmente, Portugal em movimento!

terça-feira, 2 de agosto de 2005

Balanço

Só para vos dizer que este mês não tenho um pingo de paciência para vir escrever seja o que fôr por aqui. Nem neste blog nem noutro qualquer - nada pessoal amigos, companheiros, palhaços - apenas coisas melhores que fazer.
Aliás, para vos dizer a verdade, prefiro contribuir para a silly season (a designação fashion do momento) do que largar por aí comentáriozecos (dignos de estudo) só para picar o ponto.
Só venho ler o Melancómico porque para o resto bastam os jornais.
Até já.